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Morreu o ex-presidente chinês Jiang Zemin

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Direitos de autor AP/AP
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O ex-presidente chinês, Jiang Zemin, faleceu aos 96 anos, vítima de leucemia. Não aparecia em público desde 2019 e falhou o último congresso do PCC

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Morreu o ex-presidente chinês, Jiang Zemin, aos 96 anos, vítima de Leucemia.

Zemin liderou o partido comunista chinês por 13 anos e presidiu aos destinos da China durante uma década, impulsionando a economia de mercado e participando nas transformações históricas do Império do Meio, como a economia de mercado, o regresso de Hong Kong e a adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os rumores de que o seu estado de saúde se degradava surgiram quando não marcou presença no 20° congresso do Partido Comunista chinês, em outubro.

Jiang Zemin fica na história como o homem que conduziu a China para fora do isolamento após o exército ter esmagado os protestos pró-democracia, na Praça Tiananmen, em 1989 e apoiou reformas económicas que levaram a uma década de crescimento explosivo do país.

Chegou ao poder de forma algo surpreendente. Estava à beira da reforma como líder do partido, em Xangai, em 1989, quando foi convocado pelo então líder do parlamento, Deng Xiaoping, para unir o partido e a nação. Sucedeu a Zhao Ziyang, que foi demitido por Deng devido à sua simpatia pelos manifestantes da Praça Tiananmen liderados pelos estudantes e mantido em prisão domiciliária até à sua morte em 2005.

Em 13 anos como secretário-geral do partido, o cargo mais poderoso da China, Jiang guiou a ascensão do país ao poder económico ao acolher capitalistas no partido no poder e ao atrair investimento estrangeiro depois da adesão da China à OMC. Uma política que fez a China passar a Alemanha e depois o Japão, para se tornar a segunda maior economia depois dos Estados Unidos.

Estava no poder quando Pequim foi escolhida como o local dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, depois de ter falhado numa licitação anterior.

Ex-gerente de uma fábrica de sabão, Jiang encerrou a sua carreira com a primeira sucessão ordenada da era comunista, entregando o seu posto de líder do partido em 2002 a Hu Jintao, que também tomou o título cerimonial de presidente no ano seguinte.

Zemin tentou manter a influência, permanecendo como presidente da Comissão Militar Central, que controla a ala militar do partido, o Exército de Libertação Popular de 2 milhões de membros. Abdicou desse cargo em 2004, na sequência de queixas que poderia dividir o governo. Mas, mesmo depois de ter deixado o cargo, teve influência sobre as promoções através da sua rede de proteções.

Apesar de uma imagem pública genial, Jiang enfrentou severamente os desafios ao poder do partido.

O seu alvo de maior visibilidade foi o Falun Gong, um grupo de meditação fundado no início da década de 90. Os líderes chineses estavam assustados com a sua capacidade de atrair dezenas de milhares de seguidores, incluindo oficiais militares.

Os ativistas que tentaram formar um partido da oposição China Democracia, um movimento permitido pela lei chinesa, foram condenados a até 12 anos de prisão com acusações de subversão.

A fórmula que utilizou: "Estabilidade acima de tudo", foi a seguir usada pelos seus sucessores para justificar controlos sociais intensivos.

Portentoso e ousado, Jiang era uma figura ebuliente que tocava piano e gostava de cantar, ao contrário dos seus sucessores mais reservados, Hu e Xi. Falava inglês com entusiasmo  e recitava o Discurso de Gettysburg para visitantes estrangeiros. Numa visita à Grã-Bretanha, tentou convencer a Rainha Isabel II a cantar karaoke.

Jiang Zemin apareceu pela última vez publicamente ao lado dos atuais e antigos líderes num desfile militar na Praça Tiananmen, em 2019,  na celebração do 70º aniversário do partido no poder.

Jiang nasceu a 17 de Agosto de 1926, na abastada cidade oriental de Yangzhou. As biografias oficiais minimizam o passado da sua família de classe média, enfatizando em vez disso o seu tio e pai adotivo, Jiang Shangqing, um revolucionário precoce que foi morto em batalha em 1939.

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