Indigenas dizem que lei da UE sobre desflorestação é "falsa partida"

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L´deres indigenas critiicam lei da UE siobre desflorestaçao, dizem que é "falsa partida"

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Na COP15, lideres indigenas do Brasil, Colômbia e Costa Rica criticaram a nova lei da UE para combater a desflorestação e degradação florestal impulsionadas por produção e consumo na UE.

As comunidades indígenas dizem "acolher com entusiasmo a nova lei sobre desflorestação", mas exigem mais leis para proteger os direitos humanos, da terra e da floresta.

A lei, dizem, fez alguns progressos, mas ainda há muitas coisas a fazer.

"Pelo menos três quartos dos biomas do Cerrado foram deixados de fora da obrigação de assegurar a rastreabilidade das mercadorias, o que terá impacto em pelo menos 110 comunidades principalmente indígenas e povos tradicionais que serão diretamente afetados por esta lei que não abrange todos os biomas brasileiros," explica o Coordenado Executivo da Articulação dos Povos Indígenas no Brasil, Dinamam Tuxam.

"A lei, no seu âmbito ou rastreabilidade, deixou de fora os financiadores destes projetos, os bancos, aqueles que fornecem o dinheiro, aqueles que estão por detrás destas iniciativas não estão abrangidos pela lei, pelo que não estão sujeitos a verificação, e a partir daí já temos uma falsa partida," revela o Coordenador da Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas e Co-Presidente da Aliança Global de Comunidades Territoriais, Levi Sucre.

Os líderes dos povos indígenas apelaram para que as suas vozes fossem "tomadas em consideração" na reunião da COP15 da ONU em Montreal, Canadá.

Os seus territórios são o lar de 80% da biodiversidade restante da Terra, de acordo com os especialistas em clima da ONU.

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