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Sismos na Turquia e na Síria fazem milhares de mortos

Homem transporta corpo de criança vítima do terramoto, na província de Idlib, Síria
Homem transporta corpo de criança vítima do terramoto, na província de Idlib, Síria Direitos de autor Ghaith Alsayed/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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De  Euronews
Publicado a Últimas notícias
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Presidente turco diz que é a mais grave catástrofe a atingir o país desde 1939

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Em menos de 24 horas, as autoridades na Síria e na Turquia registaram mais de 3600 mortos e acima de 11 mil feridos resultantes dos sismos que desde a madrugada de segunda-feira se fizeram sentir no país. No terreno, as equipas de buscas e salvamento trabalham contrarrelógio para encontrar sobreviventes. Sob os escombros, podem estar ainda milhares de pessoas.  

Segundo o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, esta é a mais grave catástrofe natural a atingir o país desde o sismo de 1939 em Erzincan, que fez mais de 32 mil vítimas mortais.

Abalo chegou a ser sentido na capital do Egito

O epicentro do primeiro sismo, com uma magnitude de 7,8, localizou-se na Turquia, abalando a região em torno de Gaziantep em plena madrugada, quando a população se encontrava recolhida. O segundo, com uma intensidade de 7,5, também sacudiu o sudeste do país. De acordo com os dados disponíveis, o segundo tremor de terra acima dos sete graus foi localizado em Ekinözü, cerca de 180 quilómetros a norte de Gaziantep e a 230 da fronteira com a Síria.

Na Síria, o tremor de terra atingiu a zona de Darkush, onde as equipas de salvamento estão a ter grandes dificuldades em ter acesso às áreas sinistradas.

Trata-se de um território controlado por rebeldes jihadistas, já devastado por anos de destruição e bombardeamentos. Cidades históricas como Palmira e Alepo sofreram graves danos materiais, incluindo o desmoronamento de uma muralha medieval.

Pelo menos, três mil edifícios ficaram em escombros.

A AFAD coloca o epicentro do primeiro sismo na região de Pazarcık, província de Kahramanmaraş, cerca de 100 quilómetros a norte da fronteira com a Síria.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos registou o abalo mais forte também pelas 04:17 horas da manhã, mas com uma magnitude de 7,8 graus, localizando-o em Nurdağı, cerca de 77 quilómetros a oeste de Gaziantep e 60 a norte da fronteira com a Síria.

Depo Photos via AP
Um homem verifica as ruínas de um edifício destruído em Dyarbakir, TurquiaDepo Photos via AP

A agência estatal síria SANA cita o Ministério da Saúde e fala em pelo menos "326 mortos e 1.042 feridos, a maioria nas províncias de Alepo, Hama Latakia e Tartous". Nas regiões rebeldes, o balanço efetuado pelos "capacetes brancos" aponta para pelo menos 120 mortos.

A Associated Press explica que o sismo atingiu uma região síria controlada pela oposição ao regime de Bashar al-Assad e onde estarão deslocadas pela guerra civil cerca de quatro milhões de pessoas. Muitas a viverem em habitações com poucas condições.

AP Photo/Ghaith Alsayed
Carro soterrado pelos destroços de um edifício em Azmarin, Idlib, na SíriaAP Photo/Ghaith Alsayed

O sismo foi sentido inclusive no Cairo, a capital do Egito, no Líbano, com vários residentes de Beirute a passar o resto da noite em carros. Em Itália, foi emitido um alerta para possível maremoto na costa leste, mas já retirado.

Ajuda internacional começa a chegar

Na Assembleia das Nações Unidas, reunida esta segunda-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres apelou a uma resposta de emergência internacional.

A União Europeia mobilizou equipas de busca e salvamento para a Turquia e colocou o sistema de satélites Copernicus à disposição das equipas a trabalhar no local. 

Vários países, incluindo Portugal, já avançaram com apoio logístico.

Nos Estados Unidos da América, foi o próprio presidente Joe Biden a prometer enviar apoio. 

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Também Moscovo se comprometeu com a ajuda e destacou 300 militares russos estacionados na Síria para colaborar com as equipas de socorro locais. Durante a manhã, o presidente Vladimir Putin tinha já enviou as condolências aos dois homólogos, o turco Recep Tayyp Erdogan e o aliado sírio Bashar al-Assad, pela trágica ocorrência.

Apesar das sanções e bloqueios internacionais devido à invasão da Ucrânia, a Rússia anunciou estar a preparar o envio para a Turquia de equipas de resgate para ajudar nas buscas por sobreviventes da sequência de fortes sismos desta segunda-feira.

A oferta de ajuda chegou até de Israel, com quem a Turquia está em processo de reatamento de relações diplomáticas.

[Em atualização]

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Outras fontes • AP, Anadolu, AFP, SANA

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