Inteligência artificial em destaque no Mobile World Congress

Nos corredores do Mobile World Congress não faltam exemplos de inteligência artificial
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De  Marta Rodriguez Martinez
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No Mobile World Congress, em Barcelona, são vários os exemplos de como a inteligência artificial (IA) está a chegar à vida quotidiana. Muitos deles com um toque de ficção científica.

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No Mobile World Congress, em Barcelona, são vários os exemplos de como a inteligência artificial (IA) está a chegar à vida quotidiana. Muitos deles com um toque de ficção científica. 

O cão Keyper é um bot de quatro patas capaz de navegar autonomamente em qualquer ambiente que precise de ser inspecionado ou mapeado.

"Nós dizemos-lhes o que fazer, mas eles podem trabalhar sozinhos. Esse é o objetivo, que eles trabalhem sozinhos, que ajudem as pessoas em lugares perigosos, onde há substâncias tóxicas ou inflamáveis, para onde mandar uma pessoa é um perigo", explica Irene Gomez, CEO e cofundadora da Keybotic. 

A inteligência artificial é um dos temas em destaque este ano entre as mais de 700 empresas tecnológicas que participam no Four Years From Now (4YFN), evento de startups do Mobile World Congress, em Barcelona.

Especialistas dizem que 2023 é um ano decisivo, à medida que tecnologias como o processamento de linguagem natural, reconhecimento de imagem e análise de dados avançam.

"Com uma selfie do meu rosto, esta tecnologia de aprendizagem automática é capaz de fazer um diagnóstico do meu estado de saúde em 30 segundos com base na comparação com outros 40.000 pacientes, analisando características imperceptíveis ao olho humano, mas não à inteligência artificial", exemplifica a enviada da Euronews a Barcelona, Marta Rodríguez. 

Mas podem as máquinas questionar as tarefas que foram treinadas para efetuar?

"Tornar os humanos melhores, obter mais informações sobre os humanos, é uma mais-valia para qualquer coisa que a inteligência artificial possa oferecer. A confiança é uma coisa diferente. Tendemos a saber quando estamos a interagir com uma máquina. Portanto, se estou a usar o ChatGPT, a Amazon ou serviços como esse, sei que como humano estou a interagir com uma máquina. Acho que a evolução da IA ocorre quando, como discutimos hoje no MWC, não sabemos se estamos a interagir com a máquina ou potencialmente não. Isso também levanta enormes problemas de confiança", sublinha o vice-presidente da Ivanti, David Sheperd. 

A inteligência artificial pretende facilitar a vida das pessoas, por exemplo, com um robô programado para ajudar idosos.

"Muitas pessoas perguntam-nos se ao colocarmos robôs nos domicílios, as pessoas que fazem esse trabalho vão ficar desempregadas. Não pretendemos substituir ninguém. O robô hoje é um apoio tanto para a família e para o cuidador, como para o idoso que está sozinho. É um prolongamento e um cuidado 24 horas por dia, que, infelizmente, é impossível para nós fazer sem estes assistentes pessoais", diz Nuria Pascual, gestora de produto da Som Care.

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