ONU qualifica como tragédia direitos humanos nos territórios palestinianos ocupados

Violência entre palestinianos e israelitas sem fim à vista.
Violência entre palestinianos e israelitas sem fim à vista. Direitos de autor Nasser Nasser/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condena "a violência que matou e prejudicou tanta gente de ambos os lados" do conflito israelo-palestiano.

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A situação dos direitos humanos nos territórios palestinianos ocupados é "uma tragédia". Esta foi a posição defendida pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Volker Türk. O relatório foi apresentado durante a sessão do Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. 

"Décadas e décadas de perda e violência, de violência contra a ocupação; Violência para a manter e fazer cumprir. Condeno a violência que matou e prejudicou tanta gente de ambos os lados - e que gera um desespero avassalador", disse Volker Türk.

Nas últimas semanas, multiplicam-se os episódios de violência entre israelitas e palestianianos. Em Jerusalém Oriental ocupada, a polícia foi obrigada a intervir durante um protesto em que os manifestantes entoavam canções contra as políticas de ocupação israelita.

Funeral de adolescentes palestinianos mortos na Cisjordânia

Na Cisjordânia, centenas de palestinianoslamentaram a morte de um adolescente, que, segundo defendem, foi morto por forças israelitas na quinta-feira.

O Ministério da Saúde diz que Mohammed Saleem, de 15, anos foi baleado pelas autoridades, juntamente com outro adolescente. Saleem ainda foi transportado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Dados de 2022 corroboram o intensificar do conflito

Em 2022, o conflito israelo-palestianiano fez o maior número de mortos do lado palestiniano, dos últimos 17 anos. Os dados mostram também que 2022 se trata do ano com maior número de vítimas mortais do lado israelita, tendo 2016 como ano de referência.

No presente ano de 2023, o balanço agravou-se ainda mais e "de forma acentuada, nas primeiras semanas de 2023", disse ainda o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

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