Guerra na Europa faz disparar orçamentos militares

França vai investir 413 mil milhões de euros na Defesa
França vai investir 413 mil milhões de euros na Defesa Direitos de autor Vadim Ghirda/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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A Europa está a rearmar-se. A guerra na Ucrânia está a fazer explodir os orçamentos militares dos países do velho continente.

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A Europa está a rearmar-se. A guerra na Ucrânia está a fazer explodir os orçamentos militares dos países do velho continente.

A França anunciou, terça-feira que, nos próximos sete anos, destinará 413 mil milhões de euros à Defesa. O orçamento anual aumentará de 32 mil milhões em 2017 para 69 mil milhões em 2030, mais do dobro.

A dissuasão nuclear será um dos capítulos-chave deste aumento orçamental, com a construção de um porta-aviões movido a energia nuclear de nova geração. O governo de Macron também quer investir em meios de defesa cibernética, espacial e submarina.

"De qualquer forma, é a agressão russa na Ucrânia que provoca uma necessidade de segurança na maioria dos parceiros da Europa continental. Há a neutralidade, que também deveria fazer as autoridades e os comentadores russos pensarem que para os países que sempre optaram por uma neutralidade cautelosa por tantas décadas agora decidiram romper com essa neutralidade. De facto há um medo", afirmou o ministro francês da Defesa, Sebastien Lecornu. 

A Polónia anunciou no início do ano que vai investir 4% do seu PIB na Defesa.

Este investimento sem precedentes incluirá compras maciças de aviões de combate e tanques dos Estados Unidos e da Coreia do Sul e drones da Turquia.

A Alemanha anunciou um aumento de cem mil milhões de dólares no orçamento militar para 2022 para modernizar as suas Forças Armadas.

Aumentos dramáticos nos gastos com Defesa também foram anunciados pela Suécia, que espera ingressar na NATO após décadas de neutralidade, a Itália ou o Reino Unido.

E a tendência não é só europeia. Países como a Austrália, a Coreia do Sul, o Japão estão a rearmar-se a um ritmo acelerado, num clima a lembrar a Guerra Fria.

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