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Fugas sugerem que EUA consideram Guterres "condescendente" com a Rússia

Lloyd Austin, secretário da Defesa dos EUA
Lloyd Austin, secretário da Defesa dos EUA Direitos de autor AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De  Maria Barradas com Agências
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Os documentos referem-se à intervenção do secretário-geral da ONU no acordo sobre a exportação de cereais, face à iminente crise alimentar global

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As últimas revelações sobre as fugas do Pentágono envolvem o Secretário-Geral da ONU.

Os documentos sugerem que a Casa Branca acredita que António Guterres está "demasiado disposto a acomodar os interesses russos".

O documento divulgado centra-se na exportação de cereais através do Mar Negro, mediado pela ONU e pela Turquia em julho, face aos receios de uma crise alimentar global.

Os documentos, que parecem descrever conversas privadas entre o chefe da ONU e o seu adjunto, sugerem que Guterres estava disposto a promover a capacidade da Rússia de exportar apesar de envolver indivíduos sancionados, desde que a Ucrânia pudesse transportar os seus cereais para o mundo.

Nos documentos a que a BBC teve acesso estava escrito que "Guterres salientou os seus esforços para melhorar a capacidade de exportação da Rússia", e que o faria, "mesmo que isso envolvesse entidades ou indivíduos russos sancionados".

Segundo o media público britânico, também estava escrito que a abordagem de Guterres estava "a minar os esforços mais amplos para responsabilizar Moscovo pelas suas ações na Ucrânia".

Outro documento de fevereiro afirma que Guterres expressou "consternação" com um apelo da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no sentido de a Europa produzir mais armas e munições.

Grande parte das fugas de informação dos últimos dias tem sido relativa à guerra da Ucrânia. Os documentos classificados vão desde os diapositivos informativos que traçam as possibilidades militares ucranianas até ao apoio internacional ao país, não se sabendo até que pontos as informações divulgadas podem afetar os planos da Ucrânia para uma contraofensiva.

Em Kiev, os ucranianos inquietam-se, mas mantém confiança em Washington.

Serhii Bos comenta: "Espero que os nossos parceiros americanos compreendam e vejam os erros que foram cometidos. Do ponto de vista do que foi exposto, do que foi publicado nos meios de comunicação social, existem certos pontos perturbadores. No que diz respeito à motivação, nada muda. Tudo permanece como está. Precisamos de recuperar a nossa terra".

Nataliia Maltseva afirma: "Confio em Joe Biden, sei que ele é uma pessoa experiente que ama a Ucrânia. Tenho a certeza de que tudo só irá melhorar".

O Pentágono iniciou a sua própria investigação interna sobre a fonte da fuga, mas está a minimizar as preocupações de que possa desgastar a confiança dos aliados americanos na partilha de informação no futuro.

Para além de investigar a fonte da fuga, a Casa Branca agita-se a tentar remendar as relações com aliados chave em todo o mundo, à medida que as fugas revelam até que ponto os EUA estão a espiar os seus aliados.

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