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Anunciadas primeiras mortes na sequência do colapso de barragem na Ucrânia

Equipas de salvamento na região de Kherson
Equipas de salvamento na região de Kherson Direitos de autor Evgeniy Maloletka/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Evgeniy Maloletka/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
De  Nara Madeira com AFP, AP
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Confirmadas primeiras mortes na sequência do colapso de barragem ucraniana. Presidente ucraniano pede ajuda internacional imediatas às populações.

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Foram confirmadas as primeiras três mortes na sequência do colapso da barragem de Nova Kakhovka, no sul da Ucrânia. Terão morrido afogadas em zonas ocupadas pela Rússia, na província de Kherson.

As equipas de salvamento da polícia ucraniana continuavam à procura de pessoas isoladas pelas cheias, dia e noite.

Alguns residentes das zonas ocupadas pela Rússia, atingidas pelas inundações, queixavam-se de que a ajuda demorou a chegar. Alguns ficaram retidos nos telhados e nas ruas, que só podiam ser percorridas de barco, em cenas que mais pareciam catástrofes naturais do que guerras. Mas havia também quem se recusasse a partir.

Milhares de ucranianos estão sem água potável, eletricidade, muitos ficaram sem teto. As colheitas estão arruinadas ao mesmo tempo que surgem outras ameaças como a das minas terrestres que foram deslocadas, pelas águas. Um desastre humanitário e ecológico nas margens de um rio, o Dnipro, que está na linha da frente da guerra na Ucrânia.

De acordo com as autoridades locais, pelo menos 4.000 pessoas foram evacuadas das margens do rio, tanto russas e ucranianas, mas a verdadeira dimensão da catástrofe ainda não foi revelada numa zona que albergava mais de 60.000 pessoas. As autoridades nomeadas pela Rússia para a região de Kherson registaram 15.000 casas inundadas.

Presidente ucraniano pede apoio internacional imediato

O Presidente da Ucrânia apelava às organizações de ajuda internacional para que adoptem medidas imediatas para ajudar as pessoas que lutam para sobreviver.

Volodymyr Zelenskyy afirmava que é necessária uma "resposta clara e rápida do mundo", acrescentando que "é impossível determinar, com certeza, quantas pessoas no território temporariamente ocupado da região de Kherson podem morrer sem assistência, sem água potável, sem alimentos, sem cuidados médicos"

Os nossos militares e serviços especiais estão a resgatar pessoas na medida do possível, apesar dos bombardeamentos.
Volodymyr Zelenskyy
Presidente da Ucrânia

União Europeia já aumentou a ajuda ao país

A União Europeia diz que está a responder, canalizando ajuda através do seu Mecanismo de Proteção Civil. O apoio inclui filtros de água, geradores e bombas de lama, tendas, camas e cobertores.

Também o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas, está no terreno a apoiar as populações mais necessitadas, em cooperação com as autoridades locais.

Rússia diz estar a apoiar Kherson ocupada

Já a Rússia afirmou que está a enviar equipas de salvamento e material de emergência para as zonas da região de Kherson, que controla. 

Moscovo e Kiev acusam-se mutuamente pelo ataque à barragem. A comunidade internacional aguarda por provas mas condenou o ataque que muitos atribuem às forças russas. 

Na sua primeira reação pública, o Presidente russo, Vladimir Putin, classificou o sucedido como um "ato bárbaro". 

A barragem colapsada e o reservatório a ela ligado, são essenciais para o abastecimento de água e irrigação do sul da Ucrânia. Eles estão localizados na região de Kherson, ilegalmente anexada por Moscovo, em setembro, e ocupada desde há um ano. 

O reservatório é também essencial para o abastecimento da Península da Crimeia, que a Rússia tinha anexado, também ilegalmente, em 2014.

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