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Ucrânia: população de Nikopol arrisca a vida para ter água para beber

Centenas de pessoas foram obrigadas a deixar as casas por causa das inundações provocadas pelo colapso da barragem.
Centenas de pessoas foram obrigadas a deixar as casas por causa das inundações provocadas pelo colapso da barragem. Direitos de autor Evgeniy Maloletka/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Evgeniy Maloletka/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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Abastecimento de água está cortado vários dias após o colapso da barragem de Kakhovka, o maior reservatório da Ucrânia em termos de volume.

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Arriscar a vida para ter água. É assim na cidade ucraniana de Nikopol, perto da central nuclear de Zaporíjia, sob controlo russo.

O abastecimento de água está cortado vários dias após o colapso da barragem de Kakhovka, o maior reservatório da Ucrânia em termos de volume.

O abastecimento de água tornou-se uma atividade perigosa porque os tanques estão na mira das forças russas.

À água do reservatório é necessária para arrefecer os reatores da central de Zaporíjia, mas no lado controlado pelos ucranianos, a água é vital para a população.

Há quem se preocupe com um desastre nuclear.

“É assustador. Nada assusta como uma explosão atómica. Podemos passar sem água - acabam por nos trazer - mas se algo acontecer na central é assustador”, sublinhou Larisa, uma residente em Nikopol.

Lubova, outra residente, acrescentou: “estamos a carregar água com um carrinho. Porque montar um ponto de água aqui não dá porque não há abrigos. Quem é que se vai responsabilizar se começar um tiroteio? Então vamos para onde há abrigos. Se houver um alarme de ataque aéreo, escondemo-nos."

Em Kherson, os serviços de emergência entregam água limpa à população ucraniana, entre receio de contaminação e doenças.

O Ministério russo da Defesa já veio alertar para o risco de doenças transmissíveis por mosquitos, após inundações em Kherson.

As equipas de emergência estão a trabalhar nas operações de limpeza na região.

O nível da água baixou 7 centímetros na segunda-feira e agora a areia está 49 centímetros acima do normal.

Centenas de pessoas foram obrigadas a abandonar as casas e desesperam à procura de soluções.

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