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Putin é "uma ameaça" para a Rússia, diz Navalny

ARQUIVO - Alexei Navalny
ARQUIVO - Alexei Navalny Direitos de autor Alexander Zemlianichenko/AP
Direitos de autor Alexander Zemlianichenko/AP
De  Teresa Bizarro com Agências
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O presidente russo enfrenta a primeira grande crise política em quase 25 anos de governação

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Na ressaca da rebelião do Grupo Wagner na Rússia, há uma ideia que se instala na comunidade internacional: Putin está fragilizado. O principal rosto da oposição russa aproveita o momento para amplificar a mensagem.Alexei Navalny considera que a revolta dos mercenários prova que o regime russo é "tão perigoso para o país que até o seu inevitável colapso representa uma ameaça".

Em mensagens publicadas a partir da prisão, Navalny aponta o dedo diretamente a Putin, como o responsável pela instabilidade no país, criticando o perdão aos mercenários de Prigozhin.

O líder do do grupo Wagner estará já exilado na Bielorrússia.

Numa conversa com a cúpula militar em Minsk, Alexander Lukashenko admite que se ofereceu para entregar a cabeça do líder do grupo Wagner a Putin, mas que convenceu o homologo russo a não matar Yevgueny Prigozhin.

"Pensei que o podíamos matar e disse ao Putin: podemos matá-lo, não há problema. Se não na primeira tentativa, então na segunda," disse sem pudor Lukashenko acrescentando que lhe tinha pedido para não o fazer. "Eu disse-lhe: 'Não o faças'," revelou.

Lukashenko adianta que ofereceu uma base militar abandonada ao membros do grupo Wagner que deixaram a Rússia. Fez no entanto questão de garantir que os mercenários não vão ser usados para guardar as armas nucleares, enviadas nas últimas semanas por Moscovo.

Vizinhos da Bielorrússia preparam-se

Nos países que partilham fronteiras com a Bielorrússia, os alarmes soaram assim que se soube da nova base de operações do grupo Wagner.

"Vemos o que está a acontecer, a deslocação das forças russas sob a forma do Grupo Wagner para a Bielorrússia e a ida do chefe do Grupo Wagner para lá. Tudo isto são sinais muito negativos que queremos levantar com veemência junto dos nossos aliados," declarou Andrzej Duda, Presidente da Polónia.

Dos Estados Unidos veio a garantia de que vão ser tomadas medidas contra o grupo Wagner, que mantém-se especialmente ativo em África.

No domingo, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken afirmou que "para onde quer que o grupo Wagner vai, a morte e a destruição vão atrás".

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