Que tipo de sistema de defesa para os céus europeus?

O chanceler alemão o presidente francês
O chanceler alemão o presidente francês Direitos de autor LUDOVIC MARIN/AFP
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França e Alemanha têm visões diferentes sobre como defender os céus europeus contra a ameaça russa.

França e Alemanha têm visões diferentes de como defender os céus europeus contra a ameaça russa.

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Berlim propõe um escudo comum, a European Sky Shield Initiative (ESSI), que já convenceu outros 16 países europeus. Prevê a compra de equipamentos militares alemães, israelitas e americanos.

A prioridade da Alemanha é aumentar rapidamente a capacidade de dissuasão da Europa. "Os alemães decidiram que tinham que agir rapidamente, principalmente porque a ameaça russa estava a crescer. Então, não deveriam procrastinar muito e esperar por um acordo perfeito entre os europeus, o que poderia dar a impressão de que a Alemanha e a Europa estavam inativas", explica Shahin Vallée, especialista do Conselho Alemão de Relações Exteriores.

Já a França pretende antes alargar o sistema defensivo que desenvolveu ao longo dos anos com a Itália. 100% fabricado na Europa, para evitar criar o que o presidente francês designa como "problemas de amanhã".

"Se formos extremamente dependentes de equipamentos fabricados fora da União Europeia, isso pode causar problemas em termos de liberdade de ação. Portanto, o desafio é grande e acho que temos que encontrar uma espécie de equilíbrio entre o curto prazo, que é mais ou menos a abordagem alemã, e o a longo prazo, que é mais a abordagem francesa", defende Jean-Pierre Maulny, Diretor Adjunto do Instituto Internacional de Relações Estratégicas.

Será que França e Alemanha podem chegar a um acordo em prol da unidade europeia e da NATO? Lidia Wachs, investigadora em Segurança Internacional. responde: "Não é necessário que todos os países da NATO implantem os mesmos sistemas. O que é necessário, porém, é que esses sistemas sejam interoperáveis e integrados na mesma arquitetura". 

Os sistemas de defesa aérea, que embora diferentes possam a priori ser interoperáveis, deverão ser implantados nos próximos dois anos. Este deve ser um tema de discussão na cimeira da NATO, em Vilnius, nos próximos dias 11 e 12 de julho.

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