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França quer acelerar reconstrução e Macron compromete-se a travar vandalismo

Macron recebeu centenas de autarcas no Eliseu
Macron recebeu centenas de autarcas no Eliseu Direitos de autor Ludovic Marin/AP
Direitos de autor Ludovic Marin/AP
De  Francisco Marques
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Presidente de França recebeu no Eliseu centenas de autarcas, ouviu queixas e nomeadamente uma que fala do controlo de bairros inteiros por criminosos

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O Presidente de França promete soluções, garantiu medidas excecionais já para o próximo Dia da Bastilha (14 de julho), por norma problemático em França, e pretende acelerar a reconstrução do que tem sido destruído nos últimos dias pelo vandalismo que se seguiu aos protestos pela morte do jovem Nahel há uma semana num controlo policial.

A mensagem de Emmanuel Macron foi ouvida durante uma visita ao Eliseu de centenas de autarcas dos municípios mais afetados pela violência dos últimos dias.

O Presidente ouviu muitas queixas e várias propostas muito diversas de soluções.

O líder da associação de autarcas franceses lamentou, por exemplo, a falta de policiamento em alguns locais, deixados a líderes criminosos que são quem controla os respetivos territórios

"Os traficantes impõem a ordem. Infelizmente, essa é a triste realidade, mas é a que vivemos sempre que há uma revolta urbana nas nossas comunidades", afirmou David Lisnard aos jornalistas, à porta do palácio presidencial.

O presidente da associação francesa de presidentes de câmara antecipa que "daqui a algumas semanas, meses ou anos haverá de novo tumultos urbanos" e "que isso vai exigir um trabalho imediato para repor a ordem e a autoridade da lei".

"É transparente o que vos digo. E, depois, ao mesmo tempo, será preciso um trabalho de fundo, totalmente diferente do que tem sido feito nos últimos trinta anos", defendeu David Lisnard.

Através da conta nas redes sociais da "Nova energia", um movimento político por ele liderado, Lisnard já havia deixado a mesma opinião: "Se a calma está de volta, é muito graças ao formidável trabalho das forças da ordem, mas também porque os traficantes apitaram para o fim do recreio. É revelador de uma ordem mafiosa. Há bairros inteiros controlados por eles", alerta.

Macron reconheceu perante os autarcas ter errado "desastradamente" quando rejeitou há quatro anos um projeto para os subúrbios, conhecido como "plano de reconciliação nacional", que havia sido proposto pelo antigo ministro Jean-Louis Borloo, a pedido do próprio Presidente.

Agora, o chefe do Estado gaulês promete trabalhar, inclusive durante o verão, para encontrar soluções e evitar no futuro o vandalismo que tem colocado França nas bocas do mundo.

A preocupação mais imediata está na noite de 13 para 14 de julho, o Dia da Bastilha, uma data normalmente problemática pelo aproveitamento de alguns grupos para espalhar a violência em diversas cidades.

Diante dos autarcas, no Eliseu, Macron antecipou já algumas "medidas excecionais" para "garantir a "ordem republicana duradoura" e "manter o esforço e a pressão" nomeadamente em torno da festa nacional que é o 14 de julho.

Outras fontes • AFP

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