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Pedro Sánchez, uma carreira com altos e baixos

Pedro Sánchez é chefe do governo espanhol desde 2018
Pedro Sánchez é chefe do governo espanhol desde 2018 Direitos de autor Emilio Morenatti/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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Da ascensão no PSOE como "El Guapo" à dura derrota nas eleições locais de maio, passando pela dura prova da pandemia.

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Quando começou a subir na hierarquia do PSOE, no início dos anos 2000, em Madrid, deram-lhe a alcunha de "El guapo" (o bonito). Alto, atlético e determinado, Pedro Sánchez era um economista que falava várias línguas e chegou ao cargo de secretário-geral do partido em 2014. No entanto, acabou afastado do cargo dois anos depois, após um mau resultado eleitoral.

Sánchez deu provas de resiliência e regressou à cúpula do PSOE em maio de 2017. Enquanto líder da oposição, assistiu ao fracasso da aventura independentista da Catalunha, um acontecimento que deu um impulso à extrema-direita em Espanha e acaba por condicionar o futuro político de Sánchez.

Meses depois, derruba o governo de Mariano Rajoy através de uma moção de censura, a única bem-sucedida na história democrática espanhola.

A 2 de junho de 2018, torna-se chefe de um governo minoritário. A primeira visita como presidente do governo foi a França. Muito apreciado na Europa, um idílio que teve o cuidado de cultivar, enfrentou várias dificuldades internas. Não conseguindo aprovar os orçamentos, convocou novas eleições em abril e novembro de 2019. Acabou por ter de aliar-se com um partido mais à esquerda, o Unidas Podemos, e formou o primeiro governo de coligação de Espanha. 

Com uma agenda marcadamente progressista e feminista, cedo o governo teve de dedicar os seus maiores esforços a assuntos mais prementes. A pandemia fez descarrilar completamente os planos do governo, que conseguiu obter uma ajuda financeira substancial de Bruxelas. Também não foi ajudado, dois anos mais tarde, pelo início da guerra na Ucrânia. Mas este contexto sombrio não impediu o governo de implementar medidas ambiciosas, como a reforma laboral e das pensões ou o aumento do salário mínimo.

Muitas vezes, Sánchez foi obrigado a fazer pactos com nacionalistas e partidos pró-independência, o que lhe valeu críticas ferozes por parte da direita. A oposição não aplaudiu nem a reforma do crime de sedição, que implicou o indulto a vários políticos independentistas catalães, nem a polémica reviravolta na posição de Espanha sobre o conflito do Sara Ocidental.

Depois de ter transformado as eleições autonómicas de maio em plebiscito, Sánchez assumiu a derrota do partido e decidiu apostar tudo numa só cartada a 23 de julho, tendo tudo contra ele, como tantas vezes ao longo da carreira.

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