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Comité de Investigação russo confirma morte do fundador e líder do grupo Wagner

Retrato de Prigozhin num memorial em Moscovo
Retrato de Prigozhin num memorial em Moscovo Direitos de autor Alexander Zemlianichenko/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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De  Nara Madeira com AP
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Rússia continua a tentar apurar causas da queda do avião de Yevgeny Prigozhin, o homem que em junho ousou ameaçar o Kremlin

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O Comité de Investigação da Rússia confirmou, este domingo, a morte de Yevgeny Prigozhin, o co-fundador e líder do grupo paramilitar Wagner.

A porta-voz do referido órgão afirmou em comunicado que os testes forenses e as análises de ADN realizados permitiram identificar os 10 corpos recuperados no local do acidente de quarta-feira.

Svetlana Petrenko garantiu que os resultados "estão em conformidade com o manifesto" do avião, ou seja, os passageiros que o documento referia estavam, de facto, a bordo. 

As causas da tragédia continuam por conhecer.

A 23 de agosto, um conselheiro do Chefe de Gabinete do Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelenskyy, escrevia nas redes sociais quer era "óbvio que Prigozhin assinou uma sentença de morte" no momento em que "acreditou nas bizarras 'garantias'" de Lukashenko e na "igualmente absurda 'palavra de honra'" de Putin".

A viagem fatal de Prigozhin

A queda da aeronave do líder do grupo Wagner, nos arredores de Moscovo, aconteceu no dia 23 de agosto. A Autoridade Russa de Aviação Civil anunciava, pouco tempo depois, que Prigozhin e alguns dos seus homens fortes constavam da lista de passageiros. 

Prigozhin, de 62 anos, morreu dois meses após ter protagonizado uma rebelião armada que durou pouco, mas que é considerada o mais grave e chocante desafio ao Presidente russo e ao Kremlin. 

Vladimir Putin apelidou de "traição" este momento intenso da história da Rússia. Num discurso transmitido pela televisão, o chefe de Estado russo prometeu punir os responsáveis.

Acabou por fazer um acordo para libertar Prigozhin e tentou assumir o controlo das forças do grupo Wagner, às quais exige agora que prestem juramento à Rússia. 

Mais tarde, e sobre o acordo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, referiu um "objetivo mais elevado" de Putin: "evitar derramamento de sangue e confrontos internos com resultados imprevisíveis".

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