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Erdoğan não convence Putin a regressar ao Acordo do Mar Negro

Acordo do Mar Negro em ponto morto
Acordo do Mar Negro em ponto morto Direitos de autor  Sergei Guneyev/Sputnik
Direitos de autor Sergei Guneyev/Sputnik
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Líder russo mantém-se intransigente e exige fim das sanções às exportações russas

A visita de Recep Tayyip Erdoğan a Sochi não foi suficiente para quebrar o impasse em torno do Acordo do Mar Negro. O líder turco procura uma solução que permita a exportação dos cereais ucranianos e aconselhou a Ucrânia a flexibilizar a sua posição, no entanto não convenceu Vladimir Putin.

O chefe de Estado russo admite regressar ao Acordo mas mantém-se intransigente e exige que o Ocidente retire os entraves à exportação de produtos russos:

"Fomos simplesmente forçados a tomar esta decisão - quero dizer, a Rússia foi forçada - porque os países ocidentais bloquearam e continuam a bloquear a implementação do "acordo dos cereais" em termos de garantir o acesso dos produtos agrícolas russos aos mercados mundiais. Ou seja: recusam-se a levantar as sanções à exportação dos nossos cereais e fertilizantes."

Putin anunciou ainda o envio de mil toneladas de cereais para seis países africanos, mas sublinhou que não era uma alternativa. Erdoğan também considera que a única solução é o regresso ao acordo que a Rússia abandonou em julho:

"As propostas alternativas trazidas para a ordem do dia não podiam oferecer um modelo sustentável, seguro e permanente baseado na cooperação entre as partes, como a Iniciativa do Mar Negro."

Rússia e Ucrânia estão entre os principais exportadores de cereais e o bloqueio do Mar Negro tem impacto na segurança alimentar de vários países. Uma ameaça desvalorizada pela Rússia, que salienta que enquanto o acordo esteve em vigor, os cereais ucranianos tiveram como destino sobretudo a Europa, e não os países mais necessitados.

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