Vaticano Beatifica família que escondeu judeus durante II Guerra Mundial

Família Ulma beatificada em Markowa, no sudeste da Polónia
Família Ulma beatificada em Markowa, no sudeste da Polónia Direitos de autor Euronews
De  Patricia Tavares
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A glorificação de uma família inteira é algo único na história da Igreja.

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Uma família inteira santificada. A família Ulma - um casal e os 7 filhos - foi executada pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial, por dar abrigo a cidadãos judeus e beatificada pelo Vaticano, no domingo, como modelo de bondade e ajuda ao próximo.

A cerimónia religiosa teve lugar na localidade de Markowa, no sudeste da Polónia. O cardeal Marcello Semeraro, celebrou a beatificação, depois da aprovação do Papa Francisco no mês passado. O Cardeal disse que esta família “pagou o preço mais alto do martírio”.

A família Ulma pagou o "preço mais alto do martírio"
Cardeal Marcello Semeraro

Uma pintura contemporânea celebrou a família construída por Jozef e Wiktoria e objetos retirados do túmulo chegaram em procissão até ao altar. A glorificação de uma família inteira é algo único na história da Igreja.

Jozef Ulma, de 44 anos, era agricultor, católico e fotógrafo amador. As pessoas desta família foram mortas em casa pelas tropas alemãs e pela polícia local controlada pelos nazis, na madrugada de 24 de março de 1944. Os oito judeus a quem davam refúgio também foram assassinados.

A igreja decidiu celebrar um exemplo familiar cristão que colocou o Evangelho em prática durante a vida, mesmo arriscando a morte.

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