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Populistas que se opõem à ajuda à Ucrânia vencem legislativas eslovacas

Robert Fico, líder do partido Smer-SD
Robert Fico, líder do partido Smer-SD Direitos de autor Darko Bandic/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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De  Luis GuitaEuronews
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O partido Smer-SD, liderado pelo ex-primeiro-ministro Robert Fico, conquistou 42 dos 150 assentos parlamentares.

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Um partido populista que pretende acabar com a ajuda militar à Ucrânia e critica a UE e a NATO é o vencedor das eleições parlamentares da Eslováquia.

O partido Smer-SD, liderado pelo ex-primeiro-ministro Robert Fico, obteve 23% dos votos nas eleições de sábado (conquista 42 dos 150 assentos no Parlamento), à frente do partido centrista Eslováquia Progressista, que ficou com 18%.

Durante a campanha, Fico, 59 anos, prometeu que a Eslováquia não enviaria “uma única munição” para Ucrânia e apelou a melhores relações com a Rússia.

"A Eslováquia e a população da Eslováquia têm problemas mais graves do que a Ucrânia. Isto é tudo o que posso dizer neste momento. Acreditamos que a Ucrânia é uma grande tragédia para todos, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, também dentro da UE, para alcançar negociações de paz o mais rapidamente possível," afirmou o líder do partido Smer-SD (Social Democracia).

A Presidente Zuzana Caputova, ex-membro da Eslováquia Progressista e rival político de longa data  de Fico, disse que colocaria o líder do Smer-SD no comando da formação de um novo governo.

Fico afirmou estar pronto para iniciar conversações com outros partidos sobre a formação de um governo de coligação.

"Seja qual for a composição (novo governo) não vai ter a maioria constitucional. Ele (Fico) não pode mudar a constituição e não pode mudar toda a instituição que gostaria," avalia a analista política da Universidade Comenius de Bratislava, Soňa Szomolányi.

“A União Europeia não nos deixará ir em nenhuma direção extrema. Penso que a orientação internacional deste país permanecerá a mesma,” considera um habitante de Bratislava.

De acordo com analistas, um governo Fico pode mudar radicalmente a situação da Eslováquia ao avanaçar na direção de uma política externa semelhante à do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

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