Europa homenageia judeus assassinados na Noite dos Cristais que deu início ao Holocausto

Cerimónia em Viena, na Áustria, esta quinta-feira, em memória dos judeus assassinados na Noite dos Cristais.
Cerimónia em Viena, na Áustria, esta quinta-feira, em memória dos judeus assassinados na Noite dos Cristais. Direitos de autor JOE KLAMAR/AFP
De  Verónica Romano
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Noite de destruição e morte que marcou começo do Holocausto fez 85 anos esta quinta-feira.

PUBLICIDADE

Pela Europa fora, nas últimas horas desta quinta-feira, recordou-se a Noite dos Cristais (ou Kristallnacht em alemão).

Há 85 anos, os nazis mataram dezenas de judeus, incendiaram sinagogas e destruíram casas, hospitais e escolas da comunidade. A noite trágica de 1938 marcou o início do Holocausto.

Os vidros partidos que enchiam as ruas depois do ataque deram o nome à Noite dos Cristais.

Em várias cidades da Alemanha e da Áustria, realizaram-se marchas noturnas em memória dos judeus então assassinados.

O jovem Chaim Sonnenfeld, que participou na marcha em Berlim, disse que a comunidade judaica receia que lhe aconteça algo, uma vez que "o antissemitismo tem aumentado com o tempo e com o conflito [entre Israel e a Palestina]".

No entanto, de bandeira israelita erguida e com um cachecol do país ao pescoço, Chaim assegurou: "Não temos medo de sair com o kipot [chapéu tradicional judaico], com a tsitsita [roupa tradicional] ou com a bandeira, a representar o nosso país, a nossa sociedade, o nosso povo, a nossa nação".

Também foi prestada homenagem noutros países europeus, como a Dinamarca, os Países Baixos e o Reino Unido. Em Londres, o rei Carlos esteve presente na cerimónia.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

"Por que não podemos ter um Médio Oriente Unido?", diz sobrevivente do Holocausto

Polícia israelita filmado a agredir judeus ultra-ortodoxos em Jerusalém Oriental

Assassino de judeus pode ser o primeiro condenado à morte da presidência de Joe Biden