Hamas liberta 12 reféns, Israel anuncia libertação de 30 prisioneiros palestinianos

Reféns israelitas libertados pelo Hamas
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De  Nara Madeira com AP, AFP
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Hamas liberta dez reféns israelitas e dois estrangeiros, Israel anuncia libertação de 30 prisioneiros palestinianos.

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De acordo com o Exército israelita o Hamas libertou dez reféns israelitas e dois estrangeiros, que já estão em israel. Por seu lado, Telavive anunciou a libertação de 30 prisioneiros palestinianos, em troca dos reféns libertados em Gaza.

O Hamas e outros grupos extremistas ainda mantêm cerca de 150 reféns, dos 240 capturados durante o ataque ao sul de Israel, ocorrido a 07 de outubro passado.

Os mediadores desta crise reuniram-se no Qatar para tentar prolongar o cessar-fogo para lá de quarta-feira, no dia em que Israel e o Hamas trocaram acusações de violações graves da trégua que terminaram com uma troca de tiros no norte de Gaza.

Israel dizia-se disposto a prolongar o cessar-fogo - um dia por cada 10 reféns libertados - mas espera-se que o Hamas faça exigências, muito mais importantes, para a libertação dos soldados em cativeiro.

Até ao momento, e nos termos da trégua inicial de quatro dias, foram libertados 50 israelitas e 19 reféns, em negociações separadas. Entre eles estão 17 tailandeses, um filipino e um russo-israelita. Foram também libertados 150 palestinianos das prisões israelitas.

Foi o quinto dia de uma frágil trégua entre Israel e o Hamas. O Movimento de Resistência Islâmica tinha prometido libertar mais reféns enquanto tentava prolongar o cessar-fogo para lá de de quarta-feira. Enquanto Israel se via pressionado pelos EUA para proteger melhor os civis palestinianos em Gaza, no caso de um recomeço da ofensiva.

Israel tinha prometido retomar a guerra, com "força total" - para pôr fim ao domínio de 16 anos do Hamas em Gaza e esmagar as suas capacidades militares - quando tivesse a certeza de que não seriam libertados mais reféns, ao abrigo do acordo estabelecido.

É quase certo que a ofensiva terrestre israelita avançará do norte de Gaza para o sul, onde se encontra atualmente a maior parte dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza. 

O que é incerto é o local para onde fugirão os civis palestinianos já que o Egito não está disposto a receber refugiados e Israel fechou a sua fronteira.

Mais de 13.300 palestinianos foram mortos desde o início desta guerra, cerca de dois terços dos quais mulheres e menores, dados do Ministério da Saúde de Gaza, gerido pelo Hamas. 

Mais de 1.200 pessoas foram mortas do lado israelita, na sua maioria civis mortos no ataque inicial. Pelo menos 77 soldados faleceram na ofensiva terrestre de Israel.

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