Putin diz que Kiev desperdiçou reservas na contraofensiva para agradar aos aliados do Ocidente

Vladimir Putin, presidente da Rússia
Vladimir Putin, presidente da Rússia Direitos de autor Mikhail Klimentyev/Sputnik, Kremlin Pool vía AP
De  Euronews
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Presidente russo falou às altas patentes militares para elogiar desempenho das tropas de Moscovo e garante que a Ucrânia desperdiçou reservas na contraofensiva para satisfazer os aliados do Ocidente.

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O presidente russo, Vladimir Putin, falou esta terça-feira às altas patentes militares da Rússia, garantindo que as forças de Moscovo repeliram com sucesso a contraofensiva de Kiev durante o verão. 

 “O inimigo sofreu baixas pesadas e, em grande escala, desperdiçou as suas reservas enquanto tentava mostrar algum resultado na sua chamada contraofensiva”, sublinhou Putin. O presidente russo assegurou ainda que as suas tropas estão bem posicionadas para atingir os objetivos de Moscovo.

No seu discurso, o presidente russo destacou ainda a queda do “mito da invulnerabilidade das armas ocidentais”, exaltando a coragem e a força dos soldados. 

Vladimir Putin reconheceu ainda a necessidade de melhorar as comunicações, os serviços de informação e o fornecimento de munições de precisão e drones. O líder do Kremlin sublinhou também, mais uma vez, a importância de fortalecer as forças nucleares russas. E criticou a adesão da Finlândia à NATO, acrescentando que a Aliança Atlântica se aproxima perigosamente das fronteiras russas.

Falando na mesma ocasião, Sergei Shoigu, ministro da Defesa da Rússia, revelou que as forças armadas russas expandiram significativamente as suas capacidades durante a “operação militar especial” na Ucrânia. Com um aumento considerável na produção de armas de alta tecnologia, Shoigu afirmou que o exército russo se tornou o “mais bem preparado e capaz do mundo”. O ministro destacou ainda o aumento da produção de tanques, drones e munições de artilharia.

Shoigu declarou ainda que o território controlado pelas tropas russas é cinco vezes maior do que aquele que os pró-russos controlavam no início do conflito, em fevereiro de 2022, e afirmou que Kiev teve 383 mil baixas, entre mortos e feridos.

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