Bombardeamento de zona de hospital em Khan Younis faz dezenas de mortos

Ferido num hospital de Khan Younis
Ferido num hospital de Khan Younis Direitos de autor Mohammed Dahman/AP
De  Ricardo Figueira com AP, AFP
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A zona circundante do hospital Al-Hamal em Khan Younis, na Faixa de Gaza, foi bombardeada por Israel esta quarta-feira. Israel bombardeou também dois campos de refugiados.

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Segundo o Crescente Vermelho Palestiniano, dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas em bombardeamentos israelitas na zona do hospital Al-Amal, em Khan Younis, na Faixa de Gaza, esta quarta-feira. 

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, fala em pelo menos 20 mortos.

Muitas pessoas deslocadas estariam a abrigar-se no hospital, que é um dos últimos em funcionamento na Faixa de Gaza.

De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, o número de mortos desde o início da ofensiva israelita subiu para mais de 21.100 - três quartos dos quais crianças, mulheres e idosos. Acredita-se que milhares de pessoas estejam desaparecidas sob os escombros e há cerca de 55.000 feridos até à data.

Segundo testemunhas citadas pela agência France Presse, Khan Younis foi palco também de combates terrestres esta quarta-feira. Esta cidade, no sul da Faixa de Gaza, é considerada por Israel como um importante bastião do Hamas. Os campos de refugiados de Al-Maghazi e de Al-Boureij, no centro do território, foram também alvo de bombardeamentos israelitas.

OMS alerta para situação catastrófica

Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a resolução das Nações Unidas que exige a entrega de ajuda humanitária em larga escala ao território não está a ser cumprida e dá conta de uma necessidade aguda de alimentos.

As equipas da OMS empreenderam missões de alto risco para, em conjunto com os parceiros, entregarem material aos hospitais do norte e do sul de Gaza, que estão a assistir a intensas hostilidades nas suas imediações, a um elevado número de doentes e à sobrelotação causada pelas pessoas deslocadas pelo conflito que procuram refúgio.

"Reitero hoje o meu apelo à comunidade internacional para que tome medidas urgentes para aliviar o grave perigo que a população de Gaza enfrenta e que põe em risco a capacidade dos trabalhadores humanitários para ajudar as pessoas com ferimentos terríveis,fome aguda e em grave risco de doença", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Homenagem a jovem refém

No dia em que Hersh Goldberg-Polin iria começar uma volta ao mundo, familiares e amigos juntaram-se no aeroporto Ben Gurion, em Telavive, para lhe prestar homenagem. O jovem israelo-americano, de 23 anos, está feito refém pelo Hamas.

"Hoje, 27 de dezembro, o Hersh tem um bilhete só de ida para viajar à volta do mundo. Esta é uma viagem que ele planeia há muito tempo, com que sonha há muito tempo. Infelizmente, ele não vai partir hoje, mas esperamos e rezamos para que ele parta em breve nesta viagem", disse o pai, Jon Polin.

Situação no Líbano

O grupo libanês Hezbollah realizou na quarta-feira o funeral de um dos combatentes mortos durante confrontos ao longo da tensa fronteira sul do país com Israel.

Centenas de apoiantes do Hezbollah compareceram em Beirute para o funeral de Hadi Hassan Awala. 

Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro, o Hezbollah e as forças israelitas têm-se envolvido em confrontos quase diários na fronteira, que já mataram cerca de 150 pessoas do lado libanês, na maioria combatentes do Hezbollah e de grupos aliados, mas também pelo menos 17 civis, a Associated Press.

Israel estima que o Hezbollah tenha cerca de 150 mil rockets e mísseis em solo libanês, apontados a Israel. Os tanques, a artilharia e a força aérea israelitas têm também atacado zonas do lado libanês da fronteira.

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