Conselho NATO-Ucrânia reúne-se para discutir ataques russos e reforço da defesa aérea

Conselho NATO-Ucrânia reúne-se hoje para discutir últimos ataques russos
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O pedido de reunião foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, numa altura em que a Rússia tem bombardeado diariamente a Ucrânia, esgotando os sistemas de defesa aérea

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O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, convocou para esta quarta-feira uma reunião do Conselho NATO-Ucrânia, com o intuito de discutir os mais recentes ataques russos em território ucraniano.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, um dos principais temas da reunião “será o reforço da defesa áerea da Ucrânia”. Os membros da Aliança Atlântica já forneceram "quantidades significativas de sistemas de defesa aérea à Ucrânia", declarou o porta-voz da NATO, Dylan White, acrescentando que "estão decididos a reforçá-los ainda mais".

No seu discurso diário à nação, na noite de quarta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, abordou as consequências dos mais recentes bombardeamentos e  destacou que "este mês será intenso em termos da [nossa] política externa".

Desde o dia 29 de dezembro que a Rússia tem vindo a lançar ataques maciços em quase todo o território ucraniano. Estes ataques fizeram pelo menos 50 vítimas civis.

Os analistas sublinham que os parceiros ocidentais de Kiev estão a ter dificuldade em acompanhar o ritmo, especialmente no que diz respeito à produção de mísseis utilizados pelos sistemas de defesa aérea. A curto prazo, a resposição do stock de armamento ucraniano caberá aos europeus, uma vez que a ajuda militar norte-americana se encontra num impasse, por falta de acordo do Congresso.

Outra dificuldade é o facto de as forças ucranianas ainda usarem sistemas antiaéreos que remontam à era soviética, o que constitui um problema para o fornecimento de munições.

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