"Existem provas credíveis de atos de genocídio em Gaza"

Tribunal Internacional de Justiça denuncia atos de genocídio em Gaza
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De  Shona Murray
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Num processo apresentado pela África do Sul, o Tribunal Internacional de Justiça emitiu uma série de ordens para "impedir novos danos irreparáveis contra os palestinianos".

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O Tribunal Internacional de Justiça decidiu que existem provas credíveis de que Israel está a cometer atos de genocídio em Gaza. Num processo apresentado pela África do Sul, os juízes do tribunal emitiram uma série de ordens para "impedir novos danos irreparáveis contra os palestinianos, e disseram estar "seriamente preocupados" com o destino dos 136 reféns israelitas ainda raptados pelo Hamas, pedindo a sua libertação imediata.

"Por 16 votos a favor e 1 contra, o Estado de Israel deve tomar medidas imediatas e eficazes para garantir a prestação dos serviços básicos e da assistência humanitária urgentemente necessários para fazer face às condições de vida adversas enfrentadas pelos palestinianos na Faixa de Gaza", declarou Juiz Donoghue, Presidente do Tribunal Internacional de Justiça.

O caso está relacionado com a resposta militar de Israel ao ataque terrorista do Hamas, a 7 de outubro. O primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, acusou o tribunal de uma "tentativa vil de negar o direito do seu país a defender-se". 

Os juízes não chegaram a pedir o cessar-fogo imediato, mas os advogados sul-africanos afirmam que a decisão constitui um cessar-fogo de facto e apelam à Europa para que se junte ao caso.

"A Europa terá de analisar os seus próprios valores, uma vez que a maioria dos países europeus afirma respeitar os direitos humanos e o direito à vida, e esperamos que esta ordem também permita que os países europeus adiram, desde que as ordens provisórias sejam cumpridas. A razão pela qual o fizemos foi para salvar vidas". afirmou Zane Dangor, diretor do Departamento de Relações Internacionais da África do Sul.

Não é claro como Israel vai reagir. O ministro da defesa israelita, Yoav Gallant, acusou a África do Sul de antissemitismo por ter aceite o caso contra Israel.

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