Grupo dos Verdes defende pacto ecologista que traga mais justiça social aos europeus

Os cabeças de lista dos Verdes, a alemã Terry Reintke e o holandês Bas Eickhout
Os cabeças de lista dos Verdes, a alemã Terry Reintke e o holandês Bas Eickhout Direitos de autor Laurent Cipriani/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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O Grupo dos Verdes no Parlamento Europeu aprovou no domingo um programa eleitoral em defesa de um Pacto Verde aliado a mais justiça social, tendo na mira as eleições europeias de junho.

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Após a escolha dos cabeças de lista, o Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia validou o programa com que se vai apresentar às eleições europeias em junho. Os delegados aprovaram o manifesto em Lyon este domingo. 

O documento servirá de programa comum a todos os partidos que partilham os mesmos "valores verdes" e estão representados no Parlamento Europeu. Mas é também um roteiro para os próximos cinco anos, no qual é dada prioridade ao reforço do Pacto Verde com maior justiça social.

"O primeiro capítulo exige um pacto verde e social. E é uma maneira de explicar, ao contrário do que algumas pessoas tentam fazer acreditar, de que a ecologia não só não é inimiga da justiça social, como é a única solução credível para a justiça social hoje, e para responder à crise do poder de compra, que é a maior preocupação dos europeus atualmente", defendeu Mélanie Vogel, co-presidente do Partido Verde Europeu (EGP na sigla inglesa) que integra o Grupo dos Verdes no Parlamento Europeu.

Outra prioridade do Grupo dos Verdes é a defesa da democracia e do Estado de Direito na União Europeia. Além disso, querem dar respostas às tensões geopolíticas.

A família política dos Verdes está a trabalhar neste manifesto há quase um ano, tendo realizado discussões com a sociedade civil e a comunidade empresarial. Com base neste trabalho, o partido garante que o discurso ecológico tem lugar assegurado no Parlamento Europeu, apesar dos apelos na Europa para uma pausa no esforços climáticos.

"O que ouço de ambos os lados, de ONGs, de empresas, é que realmente querem uma transição verde ambiciosa. E se fizermos isso juntos, se realmente apresentarmos um plano, o setor privado também estará connosco. Mas o que ouço agora é a ala direita a dizer: vamos fazer uma pausa no Pacto Verde, vamos parar toda esta conversa sobre transição energética. Mas não é isso que ouço quando falo seja com a sociedade civil, como com o setor privado. Verdadeiramente, querem um plano que nos faça andar para a frente e não para trás", argumentou Rasmus Nordqvist, membro do comité do EGP.

Este é o programa que os cabeças de lista Terry Reintke e Bas Eickhout terão de defender. Os dois líderes e o partido como um todo estão confiantes de que podem contrariar as sondagens, que preveem uma eleição difícil para os Verdes em junho.

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