Agrava-se conflito no sul do Líbano

Último ataque israelita no Líbano fez pelo menos 15 mortos
Último ataque israelita no Líbano fez pelo menos 15 mortos Direitos de autor Mohammed Zaatari/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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A guerra na Faixa de Gaza está cada vez mais alastrada ao sul do Líbano. Perspetivas de um acordo para cessar-fogo entre Israel e o Hamas desvanecem-se.

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Os últimos ataques aéreos israelitas no sul do Líbano mataram pelo menos 15 pessoas: 11 civis, incluindo pelo menos duas crianças, e quatro membros do Hezbollah. Estes ataques fazem temer um conflito regional mais alargado e terão sido feitos em resposta ao impacto de um rocket do Hezbollah contra uma base militar no norte de Israel, horas antes.

Os combatentes do Hezbollah dizem que, ao manter ativa a frente norte de Israel, estão a ajudar a reduzir a pressão sobre o Hamas na Faixa de Gaza. As duas partes têm trocado tiros quase todos os dias ao longo da fronteira com o Líbano desde que começou a guerra entre Israel e o Hamas.

Um morto na evacuação de hospital

Israel ordenou a milhares de pessoas deslocadas na cidade de Khan Younis que evacuassem o maior hospital do sul da Faixa de Gaza. Um vídeo partilhado por médicos mostra as pessoas a sair - os pacientes e o pessoal médico estão autorizados a ficar. Pelo menos uma pessoa a fazer tratamento foi morta a tiro pelas forças de Israel, durante a evacuação do hospital.

Esta evacuação parece fazer parte dos preparativos de uma ofensiva terrestre contra os bastiões do Hamas na cidade vizinha de Rafah. Há um coro de avisos internacionais sobre um possível massacre de civis e apelos a Israel para que não faça esta ofensiva, temendo que as crianças sejam as mais afetadas.

Diz Hamish Young, da UNICEF: "Quando o ataque chega, o impacto é maior nos mais vulneráveis, por definição. Por isso, o impacto seria direto, muitas crianças seriam mortas. Os serviços hospitalares, os serviços médicos, já estão muito esgotados. Não conseguem lidar com a situação atual".

O destino dos habitantes de Rafah depende das conversações no Cairo sobre um plano mediado pelo Qatar para pôr termo aos combates. O Egito está a tentar encontrar uma solução para o conflito, mas Israel considera que as negociações foram interrompidas porque o Hamas mantém o que diz serem "exigências delirantes".

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