Chefe da diplomacia europeia avisa: "Temos de trabalhar juntos, mais rápido e melhor"

Josep Borrell
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Josep Borrell diz que se a decisão de enviar caças F-16 para a Ucrânia tivesse sido tomada mais cedo, a guerra teria seguido um rumo diferente. No último dia da Conferência de Segurança de Munique, sublinhou ainda que a Europa deve estar mais unida na abordagem ao conflito Israel-Hamas.

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O chefe da diplomacia Europeia fez um apelo à união dos 27 estados-membros nas posições sobre as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente.

"Temos hesitado muito, demasiadas vezes", disse Josep Borrell no discurso proferido no último dia da Conferência de Segurança de Munique. 

"Há dois anos estávamos prontos para fornecer capacetes. Agora estamos a enviar caças F-16, só que com dois anos de atraso. Se tivéssemos tomado esta decisão mais rápido, talvez a guerra tivesse tomado um rumo diferente". 

"Pela primeira vez na nossa história, temos de fornecer armas a um país em guerra. Isto obriga-nos a trabalhar juntos, mais rápido e melhor", referiu Borrell, acrescentando que já entregou 90 mil milhões de euros em ajuda civil e militar a Kiev.  

O Alto Representante da União Europeia para os Assuntos Externos e Política de Segurança sublinhou ainda que os 27 têm de estar mais unidos se quiserem ter um papel na resolução do conflito Israel-Hamas. 

"Aqui há uma dispersão de abordagens, e muitos estados-membros querem fazer o seu próprio jogo", declarou. 

"Sem uma perspetiva clara para o povo palestiniano, não haverá paz no Médio Oriente, e a segurança de Israel não será garantida só pela via militar", avisou.

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