Sondagem exclusiva Euronews/SOL: AD na frente com 30% e direita com maioria

O presidente do PSD Luís Montenegro e o presidente do CDS-PP Nuno Melo
O presidente do PSD Luís Montenegro e o presidente do CDS-PP Nuno Melo Direitos de autor PSD/Flickr
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De  Joana Mourão Carvalho
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Vitória nos Açores e debates dão nova energia à AD de Luís Montenegro. IL em quarto lugar com o Bloco em queda. Rejeição de uma solução governativa de direita com o Chega aumenta.

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A três semanas da ida às urnas e já com a ronda de debates a chegar ao fim, a mais recente sondagem da Consulmark2 para a Euronews e Nascer do SOL dá a vitória à Aliança Democrática (AD) liderada por Luís Montenegro e a direita volta a estar em posição de poder formar Governo após as eleições de 10 de março. 

A coligação formada pelo PSD, CDS-PP e PPM surge em primeiro lugar, com 30% das intenções de voto, à frente do Partido Socialista (PS) de Pedro Nuno Santos com 27,4%, tendo a distância entre os dois principais partidos aumentado relativamente à última sondagem.

Para estes resultados terá contribuído a vitória da AD de José Manuel Bolieiro nos Açores e as boas prestações de Luís Montenegro nos debates televisivos, nomeadamente frente à coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, e ao presidente do Chega, André Ventura.

Em terceiro lugar volta a surgir o Chega que reforça a posição com 18,1% das intenções de voto.

Resultados com distribuição aritmética dos NS/NR
Resultados com distribuição aritmética dos NS/NREuronews/Nascer do SOL

Apesar das prestações de Rui Rocha nos frente a frentes televisivos terem surpreendido os comentadores políticos pela positiva, a Iniciativa Liberal (IL) cai nas intenções de voto para 5,5%. No entanto, aparece agora em quarto lugar fruto de uma queda abruta do BE para 4,2%.

O Livre de Rui Tavares (2,9%) também ganha vantagem em relação à restante esquerda, com a CDU (2,6%) a sair penalizada pela incapacidade de afirmação mediática do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, eo PAN (1,1%) de Inês Sousa Real a manter-se como o menos votado entre os partidos com assento parlamentar.

Estes valores têm em consideração a distribuição meramente aritmética dos inquiridos que não quiseram responder ou disseram não saber em que partido vão votar no dia 10 de março.

Rejeição de uma aliança da AD com o Chega aumentou

Na opinião da maioria dos portugueses (59.3%), a AD não se deve coligar com o Chega, mesmo que precise para ter maioria na Assembleia da República, aumentando a "rejeição" face à sondagem de janeiro. Na altura, apenas 55,2% dos inquiridos respondeu que não era favorável à existência de acordos de Governo com o Chega.

Aliança da AD com o Chega
Aliança da AD com o ChegaEuronews/Nascer do Sol

Contrariamente ao resultado do último estudo, a maioria dos portugueses (47,5%) defende agora que o PS não deve reeditar a "geringonça". Em janeiro, 47,3% dos inquiridos era a favor de um acordo à esquerda com BE e CDU.

Aliança do PS com o BE e a CDU
Aliança do PS com o BE e a CDUEuronews/Nascer do Sol

Maioria dos portugueses não ficou surpreendida com resultados nos Açores

Relativamente às eleições nos Açores, os portugueses dizem-se pouco (25%) ou nada (41%) surpreendidos com os resultados, sendo que a maioria aponta José Manuel Bolieiro, Luís Montenegro e a AD como os grandes vencedores e Vasco Cordeiro, Pedro Nuno Santos e o PS como os principais derrotados.

Este estudo foi realizado pela Consulmark2 para a Euronews e o Nascer do SOL 6 e 12 de fevereiro de 2024, com uma amostra de 804 pessoas, distribuídas em termos de sexo, idade e região com base nos Censos 2021. A taxa de resposta foi de 69,7% e o erro máximo de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de + 3,5%.

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