Sondagem exclusiva Euronews/SOL: AD e PS empatados com Chega a descolar

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e o líder do PSD e da AD, Luís Montenegro
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e o líder do PSD e da AD, Luís Montenegro Direitos de autor AP/ Flickr PSD
De  Joana Mourão Carvalho
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Se as eleições legislativas fossem hoje, AD e PS ficariam empatados. Chega seria reforçado como terceira força política, apesar de a maioria do eleitorado rejeitar uma maioria de direita com o partido de André Ventura.

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A menos de dois meses das eleições legislativas, a distância que separa o Partido Socialista (PS) de Pedro Nuno Santos da Aliança Democrática (AD) liderada por Luís Montenegro é praticamente de apenas um ponto percentual (1,4%), revela o último estudo da Consulmark2 para a Euronews e Nascer do SOL.

Nesta sondagem - a primeira desde que foi formada a coligação entre o PSD, CDS-PP e PPM -, a AD surge em primeiro lugar, com 28,1% das intenções de voto, à frente do PS com 26,7%, o que resultaria num empate técnico. Em relação às duas sondagens anteriores, os socialistas têm vindo a recuperar, anulando a vantagem da coligação liderada por Montenegro.

Resultados com distribuição aritmética dos NS/NR
Resultados com distribuição aritmética dos NS/NREuronews/Nascer do SOL

O Chega é reforçado como terceira força política, com 17,5% das intenções de voto, beneficiando do impacto mediático da convenção em Viana do Castelo, há uma semana.

Ainda à direita, a Iniciativa Liberal de Rui Rocha regista uma ligeira subida em relação ao estudo anterior, dos 5,8% para 6,3%, mas, ainda assim, não chega para formar maioria à direita num cenário sem o partido de André Ventura. Os liberais também continuam atrás do Bloco de Esquerda de Mariana Mortágua que se mantém como quarta força política, com 7,2%.

À esquerda, a CDU também tem uma pequena subida dos 2,8% para 3,3%. Já o Livre de Rui Tavares (2,1%) mantém-se com relativa vantagem acima do PAN de Inês Sousa Real (1,2%).

Estes valores têm em consideração a distribuição meramente aritmética dos inquiridos que não quiseram responder ou disseram não saber em que partido vão votar no dia 10 de março.

Maioria rejeita aliança da AD com o Chega

O estudo mostra ainda que a maioria dos portugueses (55,2%) defende que a AD não se deve coligar com o Chega, mesmo que precise para ter maioria no Parlamento, mas a "rejeição" diminui face à sondagem da segunda quinzena de dezembro 2023. Na altura, 58,3% dos inquiridos respondeu que não era favorável à existência de acordos de Governo com o Chega.

Aliança da AD com o Chega
Aliança da AD com o ChegaEuronews/Nascer do Sol

Os defensores de um acordo entre a AD e o Chega para permitir uma maioria de direita (36,8%) também são menos do que aqueles que defendem que o PS deve reeditar a 'geringonça' de esquerda (47,3%).

Aliança do PS com o BE e a CDU
Aliança do PS com o BE e a CDUEuronews/Nascer do Sol

Pedro Nuno tem mais capacidade de liderança mas Montenegro tem mais perfil de primeiro-ministro

Independentemente da intenção de voto, uma larga maioria dos portugueses (64%) considera que o PS é o partido favorito a conseguir uma vitória as eleições de 10 de março, ainda que Luís Montenegro leve vantagem (34,8%) sobre Pedro Nuno Santos (31,1%) quando se pergunta qual dos dois líderes partidários tem mais perfil para primeiro-ministro. 

No entanto, o eleitorado reconhece mais capacidades de liderança ao novo secretário-geral dos socialistas, que também se destaca quando se fala de capacidade de comunicação ou no conhecimento dos problemas do país.

No entanto, o líder do PSD e da AD leva vantagem na simpatia e na credibilidade. E se na opinião dos portugueses, Pedro Nuno Santos tem mais reconhecimento internacional, Luís Montenegro é quem tem maior capacidade de diálogo com o Presidente da República.

Luís Montenegro vs. Pedro Nuno Santos
Luís Montenegro vs. Pedro Nuno SantosEuronews/Nascer do Sol

Este estudo foi realizado pela Consulmark2 para a Euronews e o Nascer do SOL entre 11 e 17 de janeiro de 2024, com uma amostra de 801 pessoas, distribuídas em termos de sexo, idade e região com base nos Censos 2021. A taxa de resposta foi de 63,6% e o erro máximo de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de + 3,5%.

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