Zelenskyy admite "situação extremamente difícil" na linha da frente

Zelenskyy visita tropas na linha da frente em Kupiansk
Zelenskyy visita tropas na linha da frente em Kupiansk Direitos de autor AP/Ukrainian Presidential Press Office
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Presidente da Ucrânia atribui as dificuldades na frente de combate à demora na ajuda millitar à Ucrãnia, garantido que a Rússia está a tirar partido dos atrasos.

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O presidente ucraniano admitiu que a situação é "extremamente difícil em várias partes da linha da frente", falando após uma visita a Kupiansk, uma área recapturada pela Ucrânia em 2022 mas onde os russos têm conseguidos avanços nos últimos meses.

Volodymyr Zelenskyy referiu ainda que a situação é mais complicada "precisamente onde as tropas russas concentraram reservas máximas" e frisou que Moscovo está a tirar vantagem dos atrasos na ajuda militar à Ucrânia. "É um tema muito sensível. Escassez de artilharia, a necessidade de defesa aérea e de armas de longo alcance", acrescentou, na declaração diária ao país, na noite de segunda-feira.

"Estamos a trabalhar com os nossos parceiros para retomar a assistência enquanto reforçamos a nossa própria indústria de defesa", referiu Zelenskyy.

Nos últimos dias, na sequência da queda de Avdiivka nas mãos dos russos, o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, disse que a perda da cidade mostrou que são necessárias "armas de longo alcance para destruir as formações do inimigo".

O Ministério da Defesa russo anunciou que as suas forças assumiram no sábado o controlo total de Avdiivka, na região de Donetsk, alvo de intensos combates durante quatro meses. O anúncio foi feito no mesmo dia em que o chefe das forças ucranianas anunciou a retirada das suas tropas desta cidade no leste da Ucrânia.

A vitória significa um impulso moral para a Rússia, dias antes do aniversário de dois anos da invasão; para a Ucrânia, a perda sublinhou a dependência do fornecimento de armas e munições ocidentais.

As dificuldades ucranianas devido à falta de munições não estão, no entanto, apenas na zona leste do país: em Zaporíjia, os soldados chegam a conter esforços de guerra para não esvaziarem a curta reserva de munições.

A quantidade muito reduzida de munições é um problema, mas não é o único: em algumas zonas da linha da frente, as forças ucranianas ainda recorrem a artilharia obsoleta e ineficaz dos tempos da União Soviética.

Além disso, algumas baterias de artilhariam chegam a ser usadas no campo de batalha com somente 10% do abastecimento de que precisam. 

EUA disponíveis para enviarem mísseis táticos de longo alcance

A estação norte-americana NBC avançou na segunda-feira que a administração Biden está disposta a enviar mísseis táticos de longo alcance a Kiev se a Câmara dos Representantes ultrapassar o impasse e aprovar o pacote de 60 mil milhões de dólares de ajuda à Ucrânia.

Em outubro, os Estados Unidos deram luz verde à transferência de um tipo de mísseis de alcance mais curto, depois de Kiev ter garantido que não seriam usados para atacar território russo. 

Mas Biden está agora disponível para enviar novas variações de ATACMS (Sistema de Mísseis Táticos do Exército), com um alcance de cerca de 300 quilómetros - e que permitiriam à Ucrânia atacar, por exemplo, na península da Crimeia.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já mostrou também disponibilidade para se reunir com o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, para discutir o financiamento à Ucrânia, voltando a frisar que o Partido Republicano está a cometer um erro ao opor-se à ajuda militar a Kiev.

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