Sérvios assinalam 25 anos dos bombardeamentos da NATO

Manifestação foi marcada por vários gestos de apoio à Rússia na guerra com a Ucrânia
Manifestação foi marcada por vários gestos de apoio à Rússia na guerra com a Ucrânia Direitos de autor Darko Vojinovic/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De  Euronews com AP
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Nas manifestações de domingo em Belgrado e outras cidades, muitos empunhavam bandeiras e faixas de apoio à Rússia.

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A Sérvia comemora os 25 anos do início dos bombardeamentos da NATO contra a então República Federal da Jugoslávia, em 1999, no contexto da guerra do Kosovo, a chamada "Operação Força Aliada".

Na noite de domingo, milhares de pessoas reuniram-se junto às ruínas do antigo quartel-general do exército em Belgrado - o edifício foi severamente danificado durante os ataques aéreos e as ruínas foram preservadas como um memorial. Os manifestantes empunhavam uma faixa dizendo "Quando o exército regressar ao Kosovo" e muitos agitavam bandeiras russas, por vezes com o símbolo "Z", de apoio à invasão russa da Ucrânia. Em 1999, a Rússia tomou claramente o partido de Belgrado e, desde então, tem criticado severamente a NATO. Agora, muitos sérvios mostram simpatia pelo lado russo no conflito da Ucrânia.

Também este domingo, muitas cidades sérvias organizaram cerimónias em memória dos mortos. Na capital, políticos, militares e diplomatas estrangeiros depositaram coroas de flores no monumento às crianças vítimas dos bombardeamentos.

Na cidade de Kraljevo, na Sérvia Central, foi instalada uma parede animada para mostrar a lista das vítimas (conhecidas) dos bombardeamentos da NATO.

Sérvios acusam NATO de visar civis

Um ano após o início da Guerra do Kosovo, marcada por numerosos e graves crimes de guerra, a causa formal da operação "Força Aliada" foi a recusa da Sérvia em assinar o acordo de Rambouillet, que exigia a retirada total da Jugoslávia do Kosovo. A NATO decidiu iniciar a operação sem a aprovação da ONU, uma vez que se esperava que a China e a Rússia vetassem qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU. Desde então, tem havido debates sobre a legitimidade das ações da NATO.

Os bombardeamentos começaram a 24 de março de 1999. O lado sérvio alega que, para além de alvos militares e de infraestruturas, a NATO bombardeou objetivos puramente civis, como hospitais. O número exato de vítimas ainda não é conhecido; várias fontes apresentam estimativas muito diferentes, de várias centenas a vários milhares de civis mortos.

A operação terminou formalmente em 10 de junho de 1999, um dia após a assinatura do acordo de Kumanovo, que implicou a retirada total da Jugoslávia e da Sérvia do Kosovo e acabou por conduzir a uma independência total, embora parcialmente reconhecida, da república.

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