Europa em alerta contra atentados terroristas

À semelhança de França, também Itália subiu o nível de alerta
À semelhança de França, também Itália subiu o nível de alerta Direitos de autor Andrew Medichini/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
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Na Turquia, 147 alegados membros do Daesh foram detidos. Vários países europeus subiram o nível de alerta, na sequência do recente atentado em Moscovo que matou 137 pessoas.

Detenções na Turquia

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147 pessoas suspeitas de pertencerem à organização terrorista Estado Islâmico(Daesh) foram detidas na Turquia, segundo o ministro do Interior turco. De acordo com Ali Yerlikaya mais de 2.900 pessoas foram detidas no país por suspeita de pertencerem ao grupo jihadista, desde 1 de junho de 2023.

Europa aumenta alerta

Após o ataque em Moscovo, reivindicado pelo Daesh, Itália juntou-se a França e elevou o nível de alerta contra ataques terroristas, para a Semana Santa. Itália já tinha aumentado a vigilância na sequência dos ataques do Hamas contra Israel.

Na segunda-feira, em Veneza, o protocolo de segurança foi acionado quando dois sacos foram encontrados na rua, mas os proprietários acabaram por chegar antes da brigada anti-bombas.

Com o aumento das ameaças terroristas, especialmente na Europa, França anunciou medidas mais rigorosas, uma vez que vai acolher os Jogos Olímpicos no verão. O anúncio foi feito no domingo. De acordo com o presidente Emmanuel Macron, o Daesh "fez várias tentativas falhadas" de ataques em solo francês. Só este ano, já conseguiram evitar dois atentados.

Na Alemanha, o nível de ameaça terrorista continua elevado, mas não se alterou. Berlim afirma estar preparada para possíveis ataques durante o Campeonato Europeu de futebol, dentro de menos de três meses. Na segunda-feira, a ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, admitiu que o maior perigo atual vem do ramo do Estado Islâmico na província afegã de Korosan, responsável igualmente pelo atentado de Moscovo.

O Conselho de Segurança Nacional (CSN) de Espanha, no último relatório antiterrorista, alertou que a União Europeia enfrenta um "risco real e direto" de aumento das "ameaças terroristas, do extremismo violento (islâmico) e do surgimento de novos movimentos que promovem uma ideologia radical e violenta" devido às guerras em Gaza e na Ucrânia.

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