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Israel confirma ter matado o "número três" do Hamas em ataque na Faixa de Gaza

Vítimas de ataques na Faixa de Gaza
Vítimas de ataques na Faixa de Gaza Direitos de autor Fatima Shbair/AP
Direitos de autor Fatima Shbair/AP
De  Euronews
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Marwan Issa, vice-líder do braço militar do Hamas, morreu num ataque aéreo israelita em Nuseirat a 10 de março.

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As Forças de Defesa de Israel confirmaram que o vice-comandante do braço militar do Hamas, Marwan Issa, o "número três" do grupo islamita, foi morto num ataque aéreo no centro da Faixa de Gaza no início de março.

Em conferência de imprensa, o porta-voz das forças israelitas, o contra-almirante Daniel Hagari, revelou que, de acordo com a informação recolhida pelos serviços de informação, Issa morreu no ataque aéreo a um túnel em Nuseirat a 10 de março, bem como outro alto comandante do Hamas, Ghazi Abu Tama'a.

Marwan Issa era considerado o "número três" da organização e era o vice de Mohammed Deif, o líder do braço militar do Hamas, as brigadas Izz ad-Din al-Qassam. Issa, Deif e Yahya Sinwar, o líder do Hamas em Gaza, terão sido os cérebros por trás do ataque de 7 de outubro no sul de Israel, que fez espoletar a guerra.

Segundo o Times of Israel, Issa era conhecido como o "homem sombra": raramente era visto em público e há muito que era procurado pelas forças israelitas. É o mais alto comandante do Hamas morto na Faixa de Gaza desde que começou a guerra; Salah al-Arouri, que era o vice-líder político do Hamas, foi morto num ataque na capital do Líbano no passado mês de janeiro.

Já Abu Tama'a era considerado o responsável por todas as armas do Hamas na Faixa de Gaza, segundo as IDF.

Netanyahu diz que não aceitará condições "delirantes"

No que diz respeito às negociações em curso para o fim do conflito, estão novamente num impasse: o primeiro-ministro israelita disse na terça-feira que não aceitará as "condições delirantes" do Hamas para um cessar-fogo em Gaza. 

O grupo militante rejeitou a última proposta israelita de tréguas, alegando que Telavive está a ignorar as suas exigências principais, pedindo a retirada total das forças de Israel da Faixa de Gaza. 

Já Israel quer "destruir" o Hamas e recuperar os cerca de 100 reféns israelitas que permanecem em Gaza, bem como os restos mortais de outros 30, recusando a retirada.

16 mortos em ataque a edifício residencial

Pelo menos 16 pessoas morreram na madrugada de segunda-feira num ataque aéreo israelita a um edifício residencial no sul de Gaza, na cidade de Rafah.

As vítimas fazem parte de três famílias que tinham vindo da cidade de Gaza e que se tinham instalado em habitações em Rafah, disseram os familiares à AP. Entre os mortos contam-se nove crianças e quatro mulheres.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, já morreram mais de 32 mil palestinianos desde que começou a investida israelita na Faixa de Gaza. A ajuda humanitária continua a escassear e prosseguem as entregas de comida por via área, ainda que o Hamas já tenham vindo pedir que estas entregas sejam suspensas e pressionar para que sejam estabelecidas mais rotas de entrega de ajuda por via terrestre.

Nos últimos dias, segundo o Hamas, pelo menos 18 palestinianos morreram a tentar recolher a ajuda que foi lançada de aviões sobre o território da Faixa de Gaza: 12 pessoas afogaram-se quando tentavam retirar pacotes do mar, outras seis perderam a vida em debandadas quando a multidão tentava chegar às caixas caídas do céu.

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