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Moscovo acusa Ucrânia e aliados ocidentais de esquema para financiarem atos terroristas na Rússia

A cidade de Moscovo
A cidade de Moscovo Direitos de autor Alexander Zemlianichenko/AP
Direitos de autor Alexander Zemlianichenko/AP
De  Euronews
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Comité de Investigação da Rússia diz que países ocidentais estão envolvidos no financiamento de atos terroristas no país e garante estar a investigar pessoas e empresas específicas.

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O Comité de Investigação da Rússia anunciou na noite de terça-feira ter aberto uma investigação a "financiamento de terrorismo" implicando países ocidentais. Segundo as autoridades de Moscovo, empresas norte-americanas na Ucrânia receberam fundos que foram depois usados para "atos terroristas" em território russo.

"Foi determinado que as verbas recebidas através de organizações comerciais, em particular a empresa de petróleo e gás Burisma Holdings, a operar em território da Ucrânia, foram usadas nos últimos anos para levar a cabo atos terroristas na Federação Russa, bem como no estrangeiro, de forma a eliminar figuras públicas e políticas proeminentes e causar prejuízos económicos", disse Svetlana Petrenko, porta-voz do Comité de Investigação da Rússia.

Hunter Biden, o filho de Joe Biden, fez parte do conselho de administração da Burisma.

O Comité de Investigação diz ter aberto a investigação a pedido de um grupo de deputados, que solicitaram que fosse apurada a ligação dos países da NATO ao financiamento de terrorismo na Rússia.

Apesar de não ter havido qualquer referência ao atentado na sala de espetáculos Crocus City Hall, na região de Moscovo, que fez quase 150 mortos no mês passado, as autoridades russas têm defendido a tese de que a Ucrânia foi responsável pelo ataque, reivindicado pelo Estado Islâmico.

O Comité russo diz estar agora a investigar "vários milhões de dólares norte-americanos" e ainda "o envolvimento de indivíduos específicos que fazem parte dos governos e organizações públicas e comerciais em países ocidentais".

Não foram apresentadas quaisquer provas que sustentem as teses defendidas pelo Comité de Investigação da Rússia.

Quatro mortos em Selydove

No terreno, quatro pessoas ficaram feridas na terça-feira em resultado de bombardeamentos russos em Selydove, na região de Donetsk. As autoridades ucranianas revelaram que foram atingidos três edifícios residenciais, um edifício administrativo e uma loja, estando a ser determinado o tipo de arma usado pelos russos.

Josep Borrell, o alto representante da União Europeia para a política externa, pediu na terça-feira aos Estados-membros que ajudem a Ucrânia a aumentar as suas capacidades de defesa aérea, para que Kiev possa defender-se dos mísseis e bombardeamentos russos. 

"Falamos sobre a reconstrução da Ucrânia. Devíamos falar mais sobre evitar a destruição. A melhor forma de gastar menos na reconstrução é gastar mais em evitar a destruição", disse Borrell. "E eles não têm capacidade de evitar a destruição porque, para dizer a verdade, nós devíamos estar a fazer mais e mais depressa, de forma a que eles tenham as capacidades de que precisam", acrescentou Borrell, dizendo ainda que a Ucrânia pediu aos aliados mais sete sistemas de mísseis Patriot e que seria "inconcebível" não os receber, já que os exércitos ocidentais têm "cerca de 100 baterias de Patriots".

Cameron nos EUA

David Cameron, o ministro dos Negócios Estrangeiro britânico, viajou para os Estados Unidos esta semana, onde já se encontrou com o antigo presidente Donald Trump.

Trump recebeu Cameron no resort de Mar-a-Lago, na Florida, e o governante britânico terá aproveitado a oportunidade para apelar ao candidato dos republicanos nas próximas presidenciais que não deixe cair a ajuda à Ucrânia, "vital para a segurança americana e europeia".

O chefe da diplomacia britânica reuniu-se ainda com o homólogo norte-americano e os dois voltaram a pressionar o Congresso dos Estados Unidos para que aprove o pacote de ajuda à Ucrânia que há meses não sai do papel, devido às exigências dos republicanos em matéria de imigração. 

Ao lado de Antony Blinken, Cameron garantiu que não foi aos EUA com intenção de "dar lições a ninguém" ou interferir no processo político nacional, mas disse acreditar que seria do interesse dos Estados Unidos aprovar as verbas para assistência militar a Kiev. "Venho aqui como um grande amigo e apoiante deste país, convicto de que é profundamente do vosso interesse, da vossa segurança e do vosso futuro, bem como do futuro dos vossos parceiros, libertar este dinheiro", sublinhou Cameron.

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