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Navio capturado pelo Irão tem bandeira portuguesa. Portugal "aciona" diplomacia em Teerão

Forças iranianas
Forças iranianas Direitos de autor Vahid Salemi/AP
Direitos de autor Vahid Salemi/AP
De  Manuel Ribeiro Euronews com AP
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O Irão capturou um cargueiro com bandeira portuguesa no sábado, no estreito de Ormuz. O navio de carga pertence a uma empresa de um magnata israelita. De acordo com as autoridades portuguesas, não há portugueses a bordo. Embaixador em Teerão pede audiência urgente com MNE iraniano.

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Comandos do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) desceram de um helicóptero sobre o navio de carga da MSC Aries, associado à Sodiac Maritime, empresa sediada em Londres e que pertence ao magnata israelita Eya Ofer.

O navio foi visto pela última vez na sexta-feira fora do Dubai em direção ao Estreito de Ormuz, a cerca de 80 km da costa dos Emirados Árabes Unidos. Segundo a Associated Press, o comandante do navio terá desligado os dados de rastreamento, prática que tem sido habitual para navios afiliados a Israel que se deslocam naquela região, desde o aumento da tensão no Médio Oriente.

Segundo a agência iraniana IRNA, uma unidade de forças especiais da marinha da Guarda realizou o assalto ao navio MSC Aries, de bandeira portuguesa, um navio de carga associado à Zodiac Maritime, com sede em Londres.

A Zodiac Maritime faz parte do Grupo Zodíaco do multimilionário israelita Eyal Ofer. Primeiramente, a Zodiac recusou comentar o sucedido e encaminhou todas as perguntas à MSC, com sede em Genebra. Entretanto, veio mais tarde reconhecer a apreensão e disse que 25 tripulantes estavam a bordo do navio. A IRNA acrescentou que a Guarda Iraniana apreendeu o navio e levou-o para águas territoriais iranianas.

Navio tem registo na Madeira, não há portugueses a bordo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros Português disse em nota publicada no sítio oficial que “não há registo de cidadãos portugueses a bordo, seja tripulação ou comando” e esclarece que trata-se de “um navio de carga, o MSC Aries, com "pavilhão" português (registo na Região Autónoma da Madeira)”, mas a empresa proprietária é “a Zodiac Maritime Limited, com sede em Londres”.

As autoridades portuguesas estão, contudo, “a acompanhar a situação”.

“O Governo português está em contacto com as autoridades iranianas, tendo pedido esclarecimentos e solicitado informações adicionais”, pode ler-se no site da diplomacia portuguesa.

Portugal "aciona" a representação diplomática em Teerão

O embaixador Português em Teerão vai reunir-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, no domingo, garantiu esta tarde no Porto o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português.

“O governo Português condena o desvio deste navio com ‘pavilhão’ (bandeira) português, sendo a única ligação a Portugal, já que não há qualquer mercadoria e cidadãos portugueses a bordo”, afirmou Paulo Rangel.

De acordo com o governante, Portugal exigiu “imediatamente a libertação do navio e de todos os cidadãos”. A maior parte dos cidadãos retidos pelas autoridades iranianas são indianos, “dezassete”, confirmou o ministro, e há também um cidadão europeu, “que é da Estónia”, declarou Paulo Rangel.

“A situação é preocupante porque envolve duas nações num contexto de alta tensão entre Israel e o Irão. Portugal informou todas as entidades nacionais e internacionais, incluindo todos os estados dos quais pertencem os cidadãos retidos. O armador do navio foi também informado”, afirmou Rangel.

Segundo o novo chefe da diplomacia portuguesa, Portugal mantém contacto com a União Europeia e com a Índia. “Neste momento, estamos em estreita colaboração com a União Europeia e restantes parceiros de Portugal” e aguarda pela reunião de domingo entre o embaixador português e o ministro dos negócios estrangeiros iraniano em Teerão.

Segundo a Casa Branca, as nacionalidades dos cidadãos que estão no navio de bandeira portuguesa e cujo armador é Inglês variam entre a Indiana, Filipina, Paquistanesa, Russa e finalmente da Estónia. Não se verificando cidadãos portugueses a bordo.

No que diz respeito à segurança dos cidadãos nacionais no Médio Oriente, Paulo Rangel reforça o apelo a todos os portugueses que regressem a Portugal e, se não puderem, que cumpram "com rigor as indicações das autoridades onde se encontram", disse o ministro fazendo especial referência a Israel e Irão.

Esta tarde, os Países Baixos anunciaram o fecho da sua embaixada em Teerão. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros neerlandês, o encerramento é temporário e na segunda-feira voltam a ponderar se reabre.

Tensão aumenta no Médio Oriente

Israel está a preparar-se para uma potencial retaliação de Teerão depois de um suposto bombardeamento israelita no início deste mês a um edifício consular iraniano na Síria que matou 12 pessoas, incluíndo dois importantes elementos da Guarda Revolucionária Iraniana.

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