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Zelenskyy promulga lei controversa para mobilizar mais militares para a guerra

Volodymyz Zelenskyy
Volodymyz Zelenskyy Direitos de autor AP/Ukrainian Presidential Press Office
Direitos de autor AP/Ukrainian Presidential Press Office
De  Euronews
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Presidente da Ucrânia deu luz verde a lei aprovada na semana passada pelo parlamento, que não prevê regras para a desmobilização dos soldados, ao contrário do que estava previsto.

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O presidente da Ucrânia assinou na terça-feira a nova lei sobre mobilização militar, que entrará em vigor a 16 de maio.

O parlamento ucraniano aprovou o projeto de lei com 283 votos a favor na semana passada, um texto polémico porque não foi incluído, ao contrário do que estava previsto, qualquer período para desmobilização dos soldados.

A desmobilização ao final de 18 ou 36 meses de combate foi debatida durante meses e era central para a nova legislação: o objetivo era recrutar novos soldados para dar aos que estão agora no terreno um período de descanso. Porém, não foi incluída na nova lei qualquer menção à desmobilização, prevista apenas para prisioneiros de guerra.

A nova lei aumenta as penas para os desertores do recrutamento e coloca novas exigências a todos os homens entre os 18 e os 60 aos, que deverão alistar-se e ter sempre com eles toda a documentação atualizada. Os ucranianos neste intervalo de idades que vivam no estrangeiro não poderão renovar os passaportes nos consulados ucranianos sem atualizarem o seu registo militar. Segundo o governo, o objetivo é tornar os processos de recrutamento mais eficientes e transparentes.

O projeto de lei foi alterado mais de 4.000 vezes desde que foi introduzido e o plano para desmobilização terá sido descartado para que o país possa manter na linha da frente o maior número possível de militares.

As autoridades garantiram que a questão da desmobilização será tratada numa lei separada, mas não foi revelada qualquer data para a sua preparação ou adoção. O atraso nesta matéria está a deixar cada vez mais ansiosos os familiares dos militares que estão em combate há dois anos, sem qualquer período oficial de descanso.

Reduzir agora o número de soldados na linha da frente, porém, seria prejudicial para o esforço de guerra ucraniano, numa altura em que as forças de Kiev continuam a debater-se com a escassez de munições provocada pela diminuição da ajuda ocidental. 

Em dezembro do ano passado, Zelenskyy admitiu que o exército queria mobilizar mais meio milhão de soldados e o novo chefe do Estado-Maior ucraniano, Oleksandr Syrskyi, já conduziu uma auditoria e manifestou-se a favor da rotação de soldados na linha da frente. O número de militares a mobilizar foi entretanto revisto mas o número final não foi divulgado.

O presidente ucraniano admitiu entretanto que a Ucrânia não conseguirá vencer a guerra se os Estados Unidos não renovarem o seu apoio e admitiu que uma central termoelétrica na Ucrânia foi destruída porque, durante o ataque russo, o exército de Kiev ficou sem mísseis de defesa aérea.

Chanceler alemão pede pressão à China

O chanceler alemão Olaf Scholz, a terminar uma visita de três dias à China, revelou que pediu ao presidente chinês para pressionar a Rússia no sentido de terminar a "guerra sem sentido" na Ucrânia e que Xi Jinping concordou em apoiar uma conferência para a paz na Suíça.

Depois de se reunir com Xi em Pequim, na terça-feira, Scholz defendeu que "a palavra da China tem peso na Rússia" e que, por isso, pedira ao presidente chinês para pressionar a Rússia para que Putin "finalmente termine a sua campanha sem sentido, retire as tropas e termine esta guerra terrível", revelou o chanceler alemão numa publicação nas redes sociais.

Scholz detalhou que Xi tinha concordado em apoiar a conferência de paz na Suíça que está marcada para junho, mas sem presença prevista da Rússia.

O presidente ucraniano respondeu no X ao chanceler alemão e disse que a China pode ajudar a trazer uma "paz justa" à Ucrânia se tiver um "papel ativo" na conferência internacional. 

Mas o próprio Xi pareceu desvalorizar a cimeira suíça, ao dizer que os esforços no sentido de uma resolução pacífica do conflito devem ser reconhecidos por ambos os lados e que ambas as partes devem ter participação equivalente.

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