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União Europeia volta a ativar missão de assistência em Rafah

União Europeia concorda em reativar missão de assistência em Rafah
União Europeia concorda em reativar missão de assistência em Rafah Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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A Missão de Assistência Fronteiriça da União Europeia em Rafah deixou de estar operacional em 2007. Decisão surge na sequência dos últimos ataques aéreos a Rafah, que fizeram pelo menos 50 mortos.

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O Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, anunciou, na segunda-feira, que os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus deram luz verde à reativação de uma missão fronteiriça da UE em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

“Proponho aos ministros, que me deram luz verde, a luz verde política para reativar a nossa comissão de controlo da missão, a missão em Rafah, que esteve adormecida durante anos, não ativa. Isto poderia desempenhar um papel crucial no apoio à entrada e saída de pessoas em Gaza”, disse Borrell, citado pela AP.

A Missão de Assistência Fronteiriça da União Europeia em Rafah deixou de estar operacional em 2007, altura em que o Hamas assumiu o controlo total de Gaza.

Ainda na segunda-feira, o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que os ataques israelitas na Faixa de Gaza vão ter repercussões a longo prazo.

“Israel, com esta escolha, está a espalhar o ódio, a enraizar o ódio que irá envolver os seus filhos e netos. Eu teria preferido outra decisão", afirmou Crosetto.

Os comentários de Crosetto surgiram na véspera do reconhecimento diplomático de um Estado palestiniano pela Irlanda e por Espanha, países membros da UE. Madrid insiste que a UE deveria considerar sanções contra Israel pelos seus contínuos ataques mortais na cidade de Rafah.

Erdogan acusa Israel de ter cometido crimes de guerra

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou os ataques mortais em Rafah, no fim de semana, e intensificou as críticas a Israel, na sequência da sua ofensiva militar em Gaza. Erdogan acusou também Israel de ter cometido crimes de guerra e genocídio, algo que o país nega veementemente.

“Os assassinos genocidas, que até agora martirizaram mais de 36.000 dos nossos irmãos e irmãs palestinianos, lançaram ontem mísseis e bombas sobre civis num campo de refugiados em Rafah, que declararam ser uma zona segura. Este massacre teve lugar após o apelo do Tribunal Internacional de Justiça para que cessassem os ataques”, indicou Erdogan, citado pelos meios internacionais.

Pelo menos 50 mortos após ataques aéreos em Rafah

As forças israelitas bombardearam um acampamento de deslocados em Rafah, que albergava palestinianos deslocados, e que era considerado um local seguro. De acordo com as autoridades de saúde palestinianas, estes ataques aéreos, que decorreram na madrugada de segunda-feira, mataram pelo menos 50 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, e fizeram dezenas de feridos.

Os ataques ocorreram dois dias depois do Tribunal Internacional de Justiça ter ordenado que Israel pusesse fim à ofensiva militar em Rafah, onde mais de metade dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza procuraram abrigo antes da investida de Israel no início deste mês.

Perante o parlamento israelita, na segunda-feira, Benjamin Netanyahu afirmou que Israel está a investigar o ataque à cidade de Rafah, classificando-o como um "incidente trágico".

Apesar dos nossos maiores esforços para não ferir civis inocentes, ontem à noite houve um incidente trágico. Estamos a investigar o incidente e chegaremos a uma conclusão, porque é essa a nossa política", disse o primeiro-ministro israelita.

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