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Netanyahu diz que não concordará com acordo que termine a guerra em Gaza e aponta ao Hezbollah

Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu Direitos de autor Shaul Golan/AP
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De  Euronews
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Primeiro-mininistro israelita diz que a guerra em Gaza está a passar para uma nova fase, que permitirá mobilizar tropas para a fronteira com o Líbano, abrindo a porta a uma nova frente de guerra com o Hezbollah.

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O primeiro-ministro israelita voltou a admitir que a fase mais intensa do conflito contra o Hamas na Faixa de Gaza está a terminar, libertando forças para maior mobilização na fronteira com o Líbano, onde se têm intensificado as trocas de fogo com o Hezbollah.

Na primeira entrevista com um meio de comunicação de língua hebraica em mais de oito meses de guerra, Benjamin Netanyahu também disse que está disposto a concordar apenas com um cessar-fogo "parcial" que não implique o fim do conflito com o Hamas, levantando dúvidas sobre a viabilidade de uma proposta de paz apresentada pelos EUA com a qual o primeiro-ministro israelita alegadamente se comprometera.

Numa entrevista transmitida ao final do dia de domingo no canal israelita conservador e pró-governo Channel 14, Netanyahu disse estar preparado para "fazer um acordo parcial", garantindo que a sua posição "não era segredo" e que este acordo deveria permitir a libertação de alguns reféns. "Mas estamos comprometidos com continuar a guerra depois de uma pausa, de forma a completar o objetivo da eliminação total do Hamas. Não vou ceder nisso", sublinhou o primeiro-ministro israelita, citado pela AP.

Os comentários de Netanyahu podem tornar mais tensa a relação com os Estados Unidos, principais aliados dos israelitas, e que no final do mês de maio avançaram com uma proposta de cessar-fogo em três fases, entretanto apoiada pela ONU.

De acordo com o plano norte-americano, os reféns israelitas em Gaza seriam libertados em troca de centenas de palestinianos presos por Israel e um cessar-fogo inicial de seis semanas daria lugar à retirada total do exército israelita do enclave. O Hamas insiste que não libertará os reféns a não ser que exista um cessar-fogo permanente.

Mas Netanyahu, que inicialmente deu aprovação ao plano de Biden, tem vindo a dizer que Israel quer a destruição total do Hamas, assegurando que o grupo islâmico não voltará a cometer um ataque como o de 7 de outubro do ano passado, e que uma retirada total das forças israelitas da Faixa de Gaza permitiria ao Hamas rearmar-se e voltar a obter o controlo do território.

Nova fase da guerra em Gaza

Na mais recente entrevista, Netanyahu explicou ainda que a atual fase de combates na Faixa de Gaza, mais intensa, está a terminar, permitindo a Israel enviar mais tropas para a fronteira norte para confrontar o Hezbollah, no que poderia ser a abertura de uma nova frente de guerra. Mas assinalou que a mobilização de tropas para enfrentar o grupo militante libanês não significa que a guerra em Gaza esteja a chegar ao fim.

Na segunda-feira, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, discutiu as tensões na fronteira com o Líbano durante uma visita a Washington com Amos Hochstein, conselheiro de Biden, e fez eco dos comentários de Netanyahu, de que a guerra em Gaza está em transição para uma nova fase e que isso poderá ter impacto noutros conflitos, incluindo no conflito com o Hezbollah.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse a Gallant que era fundamental evitar uma escalada do conflito no Médio Oriente e encontrar uma resolução que permitia "tanto às famílias israelitas como às libaneses regressarem às suas casas".

O Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, alertou para o facto de uma eventual guerra entre Israel e o Hezbollah poder conduzir o Médio Oriente a uma "crise grave". Borrell disse ainda que a situação humanitária em Gaza "é desastrosa" e que "é evidente que não existe qualquer cessar-fogo".

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