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UE alerta para o perigo de sobrevoar o Irão, receando ataques militares dos EUA

Um Airbus da companhia aérea Iran Air (imagem de arquivo)
Um Airbus da companhia aérea Iran Air (imagem de arquivo) Direitos de autor  By Alan Wilson from Peterborough, Cambs, UK - Airbus A330-243 ‘EP-IJA’ Iran Air, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=96758499
Direitos de autor By Alan Wilson from Peterborough, Cambs, UK - Airbus A330-243 ‘EP-IJA’ Iran Air, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=96758499
De Jesús Maturana
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A Agência Europeia para a Segurança da Aviação adverte as companhias aéreas da UE para evitarem o espaço aéreo iraniano devido ao risco de serem mal identificadas pelas defesas antiaéreas do país, no contexto de uma possível intervenção militar dos EUA.

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação emitiu, na sexta-feira, um boletim aconselhando as companhias aéreas da UE a não atravessarem o espaço aéreo iraniano. A agência justifica a medida pelo facto de "a presença e a possível utilização de uma vasta gama de armas e sistemas de defesa aérea" criar um cenário de alto risco para os voos civis.

Segundo a AESA, o clima de tensão e a possibilidade de uma ação militar por parte dos Estados Unidos colocaram as forças iranianas em estado de alerta elevado, aumentando a probabilidade de identificação errada de aviões comerciais. Na quarta-feira, o Irão fechou o seu espaço aéreo durante cinco horas, permitindo apenas voos internacionais de e para o país.

Quanto às recomendações do organismo europeu aos operadores aéreos, citamos:

  • Não operar no espaço aéreo do Irão, FIR Teerão (OIIX), a qualquer altitude ou nível de voo.
  • Ter cuidado e aplicar planos de contingência para operações e planeamento de rotas no espaço aéreo dos países vizinhos, em particular onde se situam as bases militares dos EUA.
  • Acompanhar de perto a evolução do espaço aéreo na região e manter-se a par de todas as publicações aeronáuticas disponíveis sobre a região, incluindo informações partilhadas através da Plataforma Europeia de Intercâmbio de Informações e Cooperação sobre Zonas de Conflito, juntamente com quaisquer orientações ou instruções disponíveis das suas autoridades nacionais.

Trump nega pressões para impedir um ataque

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que ninguém o convenceu a evitar uma ofensiva militar contra o Irão. "Eu convenci-me a mim próprio", respondeu aos jornalistas que lhe perguntaram sobre alegadas pressões de países árabes ou de Israel.

Um dia antes, a Casa Branca informou que o Irão tinha suspendido 800 execuções, na sequência das ameaças de Trump, que alertou para as "graves consequências" se Teerão continuasse a reprimir os manifestantes. O Departamento do Tesouro impôs sanções ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e a vários comandantes da Guarda Revolucionária acusados de dirigir a violência contra os manifestantes.

Mais de 3 400 mortos durante os protestos

A organização Iran Human Rights, sediada na Noruega, documentou pelo menos 3 428 mortes de manifestantes às mãos das forças de segurança, embora alerte para o facto de o número real poder ser muito superior.

Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025 no bazar de Teerão devido à queda do rial e à inflação, mas transformaram-se num movimento contra o regime dos aiatolas que governa o país desde 1979. Nalgumas manifestações foram lançados apelos à restauração da monarquia.

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