Sálomon tinha sido chamada para consultas em setembro de 2025, no contexto da deterioração das relações entre os dois países, tendo permanecido em Espanha desde então. A sua saída formaliza agora a ausência de um embaixador espanhol em Israel. Sálomon estava em funções desde julho de 2021.
O governo espanhol decidiu retirar oficialmente a embaixadora em Israel, Ana Sálomon, uma decisão que foi publicada no Boletim Oficial do Estado (BOE) depois de ter sido aprovada no último Conselho de Ministros.
Com esta medida, a Espanha deixa vaga a sua embaixada em Telavive e mantém a sua representação diplomática a um nível inferior, na figura do encarregado de eegócios, um escalão abaixo do de embaixador. A decisão é interpretada como um gesto de reciprocidade, depois de Israel ter adotado anteriormente uma medida semelhante na sua missão diplomática em Madrid.
Sálomon tinha sido chamada para consultas em setembro de 2025, num contexto de deterioração das relações entre os dois países, tendo permanecido em Espanha desde então. A sua saída formaliza agora a ausência de um embaixador espanhol em Israel.
Israel não tem um embaixador em Espanha desde 2024
Depois de a Espanha ter reconhecido oficialmente o Estado palestiniano, Israel decidiu, em maio de 2024, chamar a sua então embaixadora em Madrid, Rodica Radian-Gordon, para consultas.
Após a ausência de Radian-Gordon, deveria ter sido nomeado um substituto, mas a pessoa inicialmente escolhida acabou por se demitir para assumir outro cargo diplomático e o governo de Benjamin Netanyahu não conseguiu nomear um novo embaixador.
Desde então, e durante quase dois anos, Israel não teve um embaixador em Espanha. A representação diplomática em Madrid é atualmente chefiada pela encarregada de negócios Dana Erlich.