Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Gravações do apagão colocam presidente de operadora elétrica espanhola em apuros

Clientes jantam num restaurante iluminado por um gerador durante um apagão em Barcelona, Espanha, segunda-feira, 28 de abril de 2025.
Clientes jantam num restaurante iluminado por um gerador durante um apagão em Barcelona, Espanha, segunda-feira, 28 de abril de 2025. Direitos de autor  Foto AP/Emilio Morenatti
Direitos de autor Foto AP/Emilio Morenatti
De Rafael Salido
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

A presidente da antiga Red Eléctrica, Beatriz Corredor, que compareceu esta semana perante a comissão do Senado que investiga o "apagão elétrico", negou qualquer responsabilidade, apesar de existirem gravações que revelam alertas prévios sobre a instabilidade da rede.

A comparência da presidente da empresa Redeia, Beatriz Corredor, perante a comissão do Senado que investiga o grande apagão de 28 de abril de 2025 ficou marcada pela divulgação tardia de gravações internas que apontam para problemas de instabilidade na rede dias antes do colapso elétrico.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

As gravações, ouvidas pelos senadores após meses de requisições nesse sentido, reportam a existência de conversas entre operadores nas quais são citadas expressões como "pouca inércia no sistema" ou "a situação está complicada", em referência a oscilações atribuídas à geração solar.

Corredor, visivelmente tensa, minimizou a importância destes registos e defendeu que "não há qualquer responsabilidade por parte da Red Eléctrica". Baseou-se em relatórios oficiais, incluindo o elaborado por peritos europeus da Entso-e, para sustentar que o apagão foi um fenómeno "multifatorial, inédito e imprevisível". Negou também ter ocultado informações e garantiu que a empresa — anteriormente conhecida como Red Eléctrica — agiu com "transparência" perante as empresas energéticas.

Na sessão de quarta-feira, na bancada da oposição, o senador do Partido Popular Miguel Ángel Castellón acusou a Red Eléctrica de se ter recusado, durante meses, a fornecer ao Senado as comunicações completas anteriores ao apagão. Segundo fontes parlamentares, as gravações revelam que já em fevereiro, março e abril de 2025 existia preocupação entre os técnicos devido a variações de tensão.

Na sua intervenção mais recente, a ex-ministra da Habitação e da Agenda Urbana identificou uma oscilação registada às 12h03 numa central fotovoltaica de Badajoz como a "primeira peça do dominó" que levou ao "apagão elétrico", embora tenha insistido que os acontecimentos anteriores "não são relevantes" do ponto de vista técnico.

A comissão, que ouviu as gravações a título confidencial e sem possibilidade de conservar cópias, conclui o seguinte, após nove meses de trabalho, com um cenário ainda em aberto: enquanto a Redeia nega qualquer falha própria, os áudios reacenderam as dúvidas sobre se o sistema já dava sinais claros de fragilidade antes do apagão histórico.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Espanha pode utilizar o Estreito de Ormuz devido à sua posição contra a guerra do Irão?

Gravações do apagão colocam presidente de operadora elétrica espanhola em apuros

Detidos três suspeitos de planearem atentado em Espanha