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China: exportações de junho sobem 27% com procura forte impulsionada pela IA

Vista aérea de carros novos à espera de exportação para mercados no estrangeiro num porto de Xangai, 10 de março de 2026. (Chinatopix via AP, Arquivo)
Vista aérea de carros novos à espera de exportação para mercados estrangeiros num porto de Xangai, a 10 de março de 2026. (Chinatopix via AP, arquivo) Direitos de autor  AP Photo
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De Angela Barnes
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As exportações da China aceleraram em junho, subindo 27% face a há um ano, em parte graças ao boom da inteligência artificial, indicou terça-feira a autoridade aduaneira

O aumento das exportações em junho ficou muito acima do que os economistas antecipavam. Em maio, as exportações tinham aumentado 19,4% em termos homólogos.

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As importações em junho dispararam 36%, superando o crescimento homólogo de 27,4% registado em maio, com analistas a atribuírem parte desta expansão ao conflito com o Irão, que está a encarecer os custos de importação.

A China registou em junho um excedente comercial de 125,6 mil milhões de dólares, alargando-se face aos 105,4 mil milhões do mês anterior.

«Os valores do comércio deram mais um grande salto em junho», escreveu Julian Evans-Pritchard, responsável pela Economia da China na Capital Economics, numa nota divulgada na terça-feira. «Isto reflete sobretudo o recente disparo dos preços dos semicondutores, impulsionado pelo boom da inteligência artificial. Mas, mesmo deixando isso de lado, a procura externa por bens chineses continua robusta.»

As exportações chinesas de veículos, sobretudo elétricos, e de outros produtos tecnológicos dispararam, numa altura em que a rápida adoção da inteligência artificial aumenta a necessidade de semicondutores e de outro equipamento eletrónico.

A força da indústria exportadora tem ajudado a compensar a fraqueza prolongada do consumo e do investimento internos, causada pela crise duradoura no setor imobiliário.

Entre janeiro e junho, as exportações da China aumentaram 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações subiram 26,6%, segundo os dados das alfândegas.

Responsáveis políticos, tanto nos Estados Unidos como na Europa, manifestaram preocupação com o agravamento dos défices comerciais face à China. Para contornar barreiras como tarifas mais elevadas, empresas chinesas têm vindo a deslocalizar fábricas para regiões como a Europa. A China tem também aumentado as vendas para o Sudeste Asiático, a América Latina e África.

Embora o crescimento das exportações chinesas deva continuar, está a tornar-se cada vez mais frágil, afirmou Wei Li, responsável de investimentos multiativos na BNP Paribas Securities (China). Os fortes envios de automóveis e produtos ligados à inteligência artificial continuarão dependentes da procura global e das barreiras regulamentares, acrescentou.

As exportações para o Sudeste Asiático em junho dispararam quase 35% face ao ano anterior, enquanto as destinadas à União Europeia e à América Latina aumentaram mais de 18% e 28%, respetivamente.

As exportações para os Estados Unidos subiram quase 14% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas chinesas para os EUA têm aumentado nos últimos meses, em parte devido às quebras registadas um ano antes, depois de o Presidente Donald Trump regressar ao cargo, no ano passado, e aplicar tarifas mais elevadas.

A China deverá divulgar na quarta-feira os dados de crescimento económico do segundo trimestre, de abril a junho. Os dirigentes chineses fixaram para este ano uma meta de crescimento anual entre 4,5% e 5%, ligeiramente abaixo dos 5% de expansão em 2025.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional reviu em alta a previsão de crescimento anual da China em 0,2 pontos percentuais, para 4,6%. Mas prevê que a economia chinesa cresça apenas 4,1% em 2027.

Os dirigentes chineses têm procurado dinamizar o consumo através de várias iniciativas, incluindo subsídios à substituição de automóveis e de eletrodomésticos. Mas muitos cidadãos sentem a pressão de uma economia em desaceleração e evitam compras de maior valor.

Outras fontes • AP

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