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Estados Unidos e Israel: Trump e Netanyahu retomam diálogo após divergência sobre guerra com o Irão

Donald Trump, presidente dos EUA, ouve o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, a 29 de dezembro de 2025.
O presidente Donald Trump ouve o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no clube Mar-a-Lago de Trump, em Palm Beach, a 29 de dezembro de 2025. Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
Direitos de autor Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
De Greta Ruffino
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Foi o oitavo encontro entre Trump e Netanyahu desde o regresso do presidente norte‑americano ao cargo, no início de 2025, realizado antes das eleições em Israel e das intercalares nos EUA previstas para o final do ano.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram na terça-feira, em Washington, uma reunião considerada “extremamente positiva”, na qual se comprometeram a garantir que o Irão nunca venha a possuir armas nucleares, segundo uma fonte sénior da delegação do chefe de governo.

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“O primeiro-ministro e o presidente tiveram uma excelente e abrangente discussão sobre as principais questões do momento, em primeiro lugar o Irão”, afirmou a mesma fonte, citada pelos meios de comunicação.

“Os líderes reafirmaram o seu compromisso inabalável de garantir que o Irão nunca terá armas nucleares.”

As conversações duraram cerca de 90 minutos e foram descritas pela Casa Branca como “positivas e produtivas”.

As discussões deveriam centrar-se na guerra com o Irão, que está em pausa nas últimas semanas, enquanto Washington aposta na via diplomática.

“Vamos discutir todos os temas na agenda, em primeiro lugar o Irão. Naturalmente, o nosso objetivo é salvaguardar a nossa segurança e também alargar o círculo de paz à nossa volta”, declarou Netanyahu antes de partir de Israel.

O encontro foi o oitavo entre Trump e Netanyahu desde que o presidente norte-americano regressou ao cargo, no início de 2025, e teve lugar antes das eleições em Israel e das intercalares nos Estados Unidos, previstas para o final deste ano.

Foi também o primeiro desde a mais recente vaga de hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão, que irrompeu no início deste mês, após o colapso de um cessar-fogo alcançado em abril. Israel não participou nos combates mais recentes.

Pouco depois de chegar a Washington, Netanyahu participou, na noite de segunda-feira, num jantar privado em memória do falecido senador Lindsey Graham e tinha previsto assistir à cerimónia fúnebre esta terça-feira, segundo o seu gabinete.

Os dois líderes deveriam ainda discutir a implementação de um acordo entre Israel e o Líbano, apoiado pelos Estados Unidos, bem como os esforços, atualmente bloqueados, para reconstruir Gaza.

Quase três anos depois do início da guerra entre Israel e o Hamas, a situação humanitária em Gaza continua dramática e Israel continua a atingir regularmente pessoas que os militares descrevem como ‘militantes’.

As relações entre Trump e Netanyahu atingiram um ponto baixo em abril, durante as negociações para o cessar-fogo com o Irão, com Trump a criticar publicamente o líder israelita.

Mais tarde, numa entrevista, Trump descreveu Netanyahu como “um tipo muito difícil”, enquanto o primeiro-ministro desvalorizou as trocas de críticas como “divergências táticas”, afirmando que ambos continuam alinhados quanto aos objetivos da guerra.

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