Foi o oitavo encontro entre Trump e Netanyahu desde o regresso do presidente norte‑americano ao cargo, no início de 2025, realizado antes das eleições em Israel e das intercalares nos EUA previstas para o final do ano.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram na terça-feira, em Washington, uma reunião considerada “extremamente positiva”, na qual se comprometeram a garantir que o Irão nunca venha a possuir armas nucleares, segundo uma fonte sénior da delegação do chefe de governo.
“O primeiro-ministro e o presidente tiveram uma excelente e abrangente discussão sobre as principais questões do momento, em primeiro lugar o Irão”, afirmou a mesma fonte, citada pelos meios de comunicação.
“Os líderes reafirmaram o seu compromisso inabalável de garantir que o Irão nunca terá armas nucleares.”
As conversações duraram cerca de 90 minutos e foram descritas pela Casa Branca como “positivas e produtivas”.
As discussões deveriam centrar-se na guerra com o Irão, que está em pausa nas últimas semanas, enquanto Washington aposta na via diplomática.
“Vamos discutir todos os temas na agenda, em primeiro lugar o Irão. Naturalmente, o nosso objetivo é salvaguardar a nossa segurança e também alargar o círculo de paz à nossa volta”, declarou Netanyahu antes de partir de Israel.
O encontro foi o oitavo entre Trump e Netanyahu desde que o presidente norte-americano regressou ao cargo, no início de 2025, e teve lugar antes das eleições em Israel e das intercalares nos Estados Unidos, previstas para o final deste ano.
Foi também o primeiro desde a mais recente vaga de hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão, que irrompeu no início deste mês, após o colapso de um cessar-fogo alcançado em abril. Israel não participou nos combates mais recentes.
Pouco depois de chegar a Washington, Netanyahu participou, na noite de segunda-feira, num jantar privado em memória do falecido senador Lindsey Graham e tinha previsto assistir à cerimónia fúnebre esta terça-feira, segundo o seu gabinete.
Os dois líderes deveriam ainda discutir a implementação de um acordo entre Israel e o Líbano, apoiado pelos Estados Unidos, bem como os esforços, atualmente bloqueados, para reconstruir Gaza.
Quase três anos depois do início da guerra entre Israel e o Hamas, a situação humanitária em Gaza continua dramática e Israel continua a atingir regularmente pessoas que os militares descrevem como ‘militantes’.
As relações entre Trump e Netanyahu atingiram um ponto baixo em abril, durante as negociações para o cessar-fogo com o Irão, com Trump a criticar publicamente o líder israelita.
Mais tarde, numa entrevista, Trump descreveu Netanyahu como “um tipo muito difícil”, enquanto o primeiro-ministro desvalorizou as trocas de críticas como “divergências táticas”, afirmando que ambos continuam alinhados quanto aos objetivos da guerra.