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Líbano extradita ex-general de Assad para a Síria para ser julgado por crimes na guerra civil

Presidente libanês Joseph Aoun aperta a mão ao chefe da diplomacia síria Asaad al-Shibani no palácio presidencial em Baabda, a leste de Beirute, Líbano, 2 de julho de 2026
Presidente libanês Joseph Aoun cumprimenta o chefe da diplomacia síria Asaad al-Shibani, no palácio presidencial de Baabda, perto de Beirute, Líbano, 2 de julho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Malek Fouda
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A decisão surge numa altura em que o novo governo sírio, liderado pelo presidente interino Ahmad al-Sharaa, procura responsabilizar altos quadros do regime de Assad pelos crimes da guerra civil, que matou centenas de milhares de pessoas.

O Líbano extraditou na quarta-feira um antigo oficial militar sírio que serviu sob o deposto presidente Bashar Assad, que será julgado para responder por crimes cometidos contra o povo sírio durante os 14 anos de guerra civil sob Assad, informou o Ministério do Interior.

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O major-general Adel Issa é o primeiro oficial militar entregue pelo Líbano desde a queda de Assad, em dezembro de 2024. Beirute decidiu na terça-feira entregar Issa à Síria, depois de o interrogar sobre crimes que alegadamente cometeu durante os 24 anos de mandato de Assad como presidente.

O Ministério do Interior sírio afirmou ter pedido às autoridades libanesas que entregassem Issa à Síria por alegados crimes, incluindo homicídio intencional de mais de duas pessoas, tortura com resultado de morte e atos de agressão destinados a incitar guerra civil e conflito sectário.

O ministério acrescentou que Issa foi comandante da 17.ª Divisão do exército sírio e comandante das forças terrestres na província oriental de Deir ez-Zor até 2016. O ministério divulgou uma fotografia de Issa com uniforme de prisioneiro.

Responsáveis em Beirute indicaram na terça-feira que Issa foi entregue à Síria ao abrigo de um acordo de 1951 entre os dois países que prevê a entrega de suspeitos de crimes para enfrentarem a justiça.

ARQUIVO - O ex-presidente sírio Bashar al-Assad fala com jornalistas, depois de emitir um decreto que concede amnistia e reduz penas para várias categorias de crimes, em 4 de março de 2018
ARQUIVO - O ex-presidente sírio Bashar al-Assad fala com jornalistas, depois de emitir um decreto que concede amnistia e reduz penas para várias categorias de crimes, em 4 de março de 2018 AP/Copyright 2018 The AP. All rights reserved.

Depois de combatentes sírios opositores de Assad terem entrado em Damasco, em dezembro de 2024, pondo fim a cinco décadas de domínio da família Assad, vários oficiais militares e de segurança fugiram para o Líbano, onde alguns permanecem.

Dezenas de outros antigos membros dos seus serviços de segurança, acusados de atrocidades, foram detidos e julgados na Síria.

Na semana passada, um tribunal sírio condenou à morte, à revelia, Assad e o irmão mais novo, Maher, enquanto o primo materno de ambos, o brigadeiro-general Atef Najib, se tornou o ex-responsável de segurança de mais alto nível a ser condenado à morte estando sob custódia.

O presidente interino Ahmad al-Sharaa cumprimenta pessoas ao participar nas celebrações do primeiro aniversário da destituição de Assad em Damasco, Síria, segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
O presidente interino Ahmad al-Sharaa cumprimenta pessoas ao participar nas celebrações do primeiro aniversário da destituição de Assad em Damasco, Síria, segunda-feira, 8 de dezembro de 2025 Omar Sanadiki/Copyright 2025 The AP. All rights reserved.

Os irmãos Assad fugiram para a Rússia durante uma revolta surpresa de 11 dias, no final de 2024.

Issa foi detido em 8 de agosto quando se deslocou à embaixada da Síria em Beirute para tratar de documentação. Funcionários da embaixada contactaram a procuradoria libanesa para informar que Issa era procurado na Síria. Issa tinha fugido para o Líbano atravessando a fronteira ilegalmente após a queda de Assad.

O conflito na Síria, que começou com protestos antigovernamentais em março de 2011 antes de se transformar em guerra civil, causou, segundo estimativas conservadoras, pelo menos 500 mil mortos e mais de 1 milhão de feridos.

Outras fontes • AP

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