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União Europeia e EUA pressionam China a não dificultar comércio alimentar

União Europeia e EUA pressionam China a não dificultar comércio alimentar
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De Francisco Marques
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A União Europeia e os Estados Unidos estão a tentar pressionar a China a reverter um projeto-lei apresentado há alguns meses e que poderá ser implementado a partir de outubro do próximo…

A União Europeia e os Estados Unidos estão a tentar pressionar a China a reverter um projeto-lei apresentado há alguns meses e que poderá ser implementado a partir de outubro do próximo ano.

O problema destas novas regras para os países exportadores para o segundo maior consumidor do mundo é que vai obrigar todas as importações chinesas de produtos alimentares a ter um certificado sanitário a garantir o cumprimento de certos requerimentos, curiosamente, não exigidos aos produtos similares produzidos pelos próprios chineses.

Exporting Dairy Products to China: Food Safety Law & Cross-border E-commerce https://t.co/bSnObGdCZo

— EU SME Centre (@EUSMECentre) 5 de outubro de 2016

A medida é vista como protecionista e, de acordo com a agência Reuters, ameaça ter um impacto na ordem dos milhares de milhões de euros nas exportações europeias e norte-americanas para a China.

As regras propostas na China para as importações serão ainda mais apertadas do que as europeias e norte-americanas, em regra, aplicadas apenas a produtos perecíveis.

Em relação a Portugal, por fim, depois de uma aproximação no ano passado, a China tem vindo a ceder terreno e, só nos primeiros nove meses deste ano, as exportações portuguesas para o segundo maior consumidor do mundo já haviam caído 25,1 por cento.

A China representa atualmente o 10.° destino mais importante das exportações portuguesas, com um investimento a rondar os 57 milhões de euros só no mês de outubro — cerca de metade do nono melhor mercado, a Bélgica (111 milhões).

Com as novas regras, embora a exportação de produtos alimentares portugueses represente apenas cerca de 4 por cento do bolo total, poderão vir a distanciar ainda mais os chineses de Portugal.

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