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Músicos britânicos querem reforma das leis do "streaming"

Paul McCartney e Ringo Starr
Paul McCartney e Ringo Starr Direitos de autor  AP Photo
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De Euronews
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Grandes nomes da indústria da música assinaram carta dirigida ao primeiro-ministro Boris Johnson

Mais de 150 músicos britânicos, incluíndo os ex-Beatles Paul McCartney e Ringo Starr, o vocalista dos Coldplay, Chris Martin, e Noel Gallagher dos Oasis, assinaram uma carta dirigida ao primeiro-ministro britânico, para pedir uma reforma das leis do "streaming".

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Os artistas querem mudanças nomeamente na forma como são remunerados pela difusão das suas obras nas plataformas online, como o Spotify.

Crispin Hunt, presidente da Academia Britânica de Autores Compositores: "Penso que é bastante significativo que os deuses da música tenham dito 'já chega'. Penso que é bastante significativo porque antes o discurso era sempre de que se tratava de um punhado de músicos sem sucesso que se queixavam da falta de sucesso. Agora [são artistas que dizem] não me falta sucesso, as minhas canções têm 100 milhões de difusões, o que significa que estou entre os 200 melhores músicos do país."

A carta critica a exploração de músicos e compositores "durante muito tempo pelas editoras, plataformas de 'streaming' e outros gigantes da internet", sublinhando que a legislação não acompanhou as mudanças tecnológicas.

Horace Trubridge, secretário-geral do Sindicato dos Músicos do Reino Unido: "O que eles estão essencialmente a dizer é que se deram bastante bem com a indústria da música, mas que estão bastante preocupados com a próxima geração de músicos e com a forma como se vão sustentar, porque não estão a ganhar o suficiente com o 'streaming' para alimentar uma carreira. E isso tornou-se particularmente evidente com a falta de concertos devido à pandemia."

Os signatários pedem a criação de um regulador da indústria fonográfica no país e uma atualização da lei dos direitos de autor que permita equilibrar as receitas da difusão na rádio, que constituem 50 por cento do lucro total, com a das reproduções online, atualmente de apenas 15 por cento.

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