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Escravatura moderna no pequeno ecrã

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Imagem promocional de "7 Prisioneiros"
Imagem promocional de "7 Prisioneiros"   -   Direitos de autor  Netflix
De  Francisco Marques

Apresentado há cerca de dois meses no festival de Veneza, estreia dia 11 de novembro, na Netflix, "7 prisioneiros", o novo filme de Alexandre Moratto, o realizador responsável por "Sócrates", outro retrato da juventude brasileira lançado em 2018.

Esta nova longa metragem conta-nos a história de "Mateus", um rapaz de 18 anos que aceita um trabalho em São Paulo para poder ajudar a família e acaba escravo de "Luca", o personagem de Rodrigo Santoro.

"É muito fácil julgá-lo. É o vilão", assume Santoro, na promoção de "7 prisioneiros", explicando que "nunca" prepara "os papéis como sendo um tipo bom ou um tipo mau".

"A ideia era trazer ao de cima a humanidade do papel. Foi desafiante porque, na verdade, ele faz coisas terríveis às suas vítimas", antecipa-nos o ator brasileiro.

O realizador Alexandre Moratto diz ter sido surpreendido com a escravatura moderna ao ver "uma notícia num canal generalista brasileiro". "Vi que havia pessoas literalmente acorrentadas em alguns casos. Para mim, foi chocante", confessa.

O cineasta já trabalhou junto de algumas organizações humanitárias e fez amizade com algumas pessoas que vivem com dificuldades.

"Infelizmente, as pessoas de baixos recursos são as que estão mais em risco de serem traficadas. Por isso, senti ser muito importante fazer um filme da perspetiva delas e dar outra vez à voz destas pessoas uma plataforma", revelou o cineasta.

"7 Prisioneiros" fica disponível na Netflix na próxima quinta-feira.