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Cannes encanta cinéfilos há quatro gerações

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Diane Kruger na última edição do Festival de Cannes
Diane Kruger na última edição do Festival de Cannes   -   Direitos de autor  Vianney Le Caer/2021 Invision
De  Ricardo Figueira

Há quatro gerações que este é o maior festival de cinema do mundo. O local onde são mostrados pela primeira vez filmes que marcaram, para sempre, a história do cinema e o imaginário coletivo de milhões de pessoas. É aqui que se encontram, ano após ano, as maiores estrelas da sétima arte, vindas da Europa, dos Estados Unidos ou de outras paragens. O Festival de Cannes chega, este ano, a edição número 75.

Durante os dias do festival, Cannes é também palco do maior mercado mundial do filme, com dezenas de projeções para os profissionais do meio... É um misto de arte, negócios e glamour. Por vezes, é também um palco para causas, como aconteceu em 2018, com o movimento #MeToo.

Este ano, a guerra na Ucrânia está presente, com a seleção de dois filmes - um deles, Butterfly Vision, do estreante Maksim Nakonechnyi, está presente na secção "Un Certain Regard" e conta uma história atual passada na guerra do Donbass.

"É uma coincidência, mas estamos felizes com isso.Selecionar um filme para Cannes não deixa de ser um ato artístico. Há dois filmes ucranianos, incluindo um que é um filme sobre a guerra do Donbass, passado há um, dois ou três anos, mas que podia ter sido rodado há 15 dias", diz o diretor do festival, Thierry Frémaux.

"Titane", filme vencedor da edição de 2021.

O júri da edição 2022 é encabeçado pelo ator francês Vincent Lindon, que entrava no filme vencedor do ano passado, Titane. 21 filmes, incluindo as mais recentes obras de realizadores como David Cronenberg, Hirokazu Koreeda, os irmãos Dardenne competem pela Palma de Ouro, que será anunciada a 29 de maio. Também o russo Kirill Serebrennikov estará presente com o seu mais recente filme, A mulher de Tchaikovski, apesar do boicote internacional aos filmes da Rússia. O caso de Serebrennikov é especial, por se tratar de um opositor ao regime de Putin, que se viu impedido de participar nas últimas edições do festival por estar proibido de deixar a Rússia. Serebrennikov está agora livre e a viver na Alemanha.

"A mulher de Tchaikovski", de Kirill Serebrennikov