“Tony Gatlif tinha o gosto pelos caminhos alternativos, por fronteiras que se esbatem”, escreveu no X a ministra francesa da Cultura, na homenagem ao cineasta autor de 25 filmes.
Morreu o cineasta devido a um problema de saúde, quando trabalhava em Arles, no sul de França, num projeto de filme histórico
A ministra da Cultura Catherine Pégard presta-lhe homenagem e afirma, num tweet, que ele tinha “o gosto pelos caminhos menos óbvios, pelas fronteiras que se esbatem, pelas vidas a que olhamos demasiado pouco.”
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Tony Gatlif é autor de 25 filmes, entre os quais “Gadjo Dilo”, com Romain Duris (1997), e “Exils” (2004, Prémio de Realização em Cannes).
Interessava-se por histórias de cariz social e pela cultura cigana. Os seus filmes incluem frequentemente flamenco e música cigana.
Tony Gatlif nasceu com o nome de Michel Dahamani, em 10 de setembro de 1948, filho de pai cabila e mãe cigana.
Durante uma operação de controlo policial, quando tinha cerca de uma dúzia de anos, decidiu mudar de nome para evitar ser reenviado para a Argélia. Escolheu Gatlif, o nome de um espaço verde em Argel.
Depois de ter passado por uma casa de correção, foi enviado para a Camargue.
“Travei uma batalha contra o meu destino, contra mim próprio e isso não é pouca coisa”, declarou à AFP em 2021. “A partir do momento em que pus os pés na Camargue, comecei a ouvir e isso deve-se ao respeito com que as pessoas me falavam, sem preconceitos” acrescentou.