Mais de 1.000 tratores invadiram Berlim: agricultores protestaram pelos cortes no sector agrícola

Protesto de agricultores em Berlim
Protesto de agricultores em Berlim Direitos de autor Fabian Sommer/dpa
De  Euronews
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Trânsito da capital alemã ficou caótico devido a caravana de tratores, que acabou por se concentrar junto às Portas de Brandemburgo.

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Agricultores de toda a Alemanha conduziram os seus tratores até Berlim esta segunda-feira, para participarem num protesto contra o fim do corte nos impostos do gasóleo agrícola. Houve quem viajasse durante mais de 18 horas de trator para chegar até à capital. 

Ao todo, juntaram-se em Berlim cerca de um milhar de tratores, deixando caótico o trânsito no centro da cidade, junto às célebres Portas de Brandemburgo.

Os agricultores estão em protesto devido à decisão do governo de retirar cortes de impostos e subsídios ao gasóleo agrícola. O executivo, uma coligação do Partido Social-Democrata (SPD) com os liberais dos Democratas Livres (FDP) e os Verdes, alega que a medida se justifica em virtude das alterações climáticas e necessidade de preservação do meio ambiente.

O líder parlamentar dos Democratas Livres, porém, já veio sinalizar que está contra as alterações, evidenciando cisões na coligação no Governo. "O grupo parlamentar do FDP não considera aceitável o elevado fardo para as empresas agrícolas", disse à agência alemã DPA Christian Dürr. "Acontece demasiado as pessoas falarem sobre subsídios que alegadamente prejudicam o ambiente sem olharem para as consequências sociais e económicas de os abolirem", defendeu.

"Acima de tudo, os nossos agricultores precisam de condições competitivas justas quando comparadas com as dos outros países", acrescentou Dürr.

E até o ministro da Agricultura protestou: Cem Özdemir, dos Verdes, disse à estação ARD que os agricultores não têm alternativa ao gasóleo.

Robert Habeck, o vice-chanceler alemão e ministro da Economia, já veio alertar para os perigos que representam para o orçamento alemão estas tomadas de posição contra maioria e afirmou que, se algum partido quiser fazer alterações nos cortes planeados, terá de o fazer propondo fontes de financiamento alternativas e que sejam consideradas aceitáveis por todos os parceiros de coligação.

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