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Proposta russa rejeitada na OPCW

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De  Joao Duarte Ferreira
Alexander Shulgin (centro), embaixador russo na OPCW
Alexander Shulgin (centro), embaixador russo na OPCW

A Rússia não conseguiu convencer a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) a incluir Moscovo no inquérito ao envenenamento do antigo espião russo Sergey Skripal no Reino Unido.

"Como resposta, obtivémos uma série de mentiras misturadas com a mais elementar russofobia"

Alexander Shulgin Embaixador russo na OPCW

A Rússia contou com o apoio de 5 países contra 15 que votaram pela sua exclusão do inquérito; 17 países optaram pela abstenção.

O embaixador russo na organização denunciou a existência de um sentimento anti-Rússia.

"Nós apresentamos ao conselho executivo a nossa proposta, em conjunto com o Irão e a China, para uma investigação conjunta Rússia - Reino Unido. Como resposta, obtivémos uma série de mentiras misturadas com a mais elementar russofobia" afirmou Alexander Shulgin, embaixador russo na OPCW.

O caso Skripal está a aumentar as tensões entre a Rússia e o ocidente. Tudo sugere que nenhum dos lados está preparado para recuar.

"A Rússia não mostra intenções de recuar e de certa forma assumir a responsabilidade por este ato. Em vez disso está a procurar quaisquer vias para questionar esta responsabilidade e questionar as afirmações britânicas. Penso que as tensões ainda vão subir enquanto decorrem as rondas diplomáticas. Ninguém vai disparar mísseis. Mas a situação diplomática é muito tensa" adianta Kristine Berzina, perita em defesa e geopolítica do "think-tank" norte-americano, Fundo Marshall Alemão.

Prevê-se que para a semana a Organização para a Proibição de Armas Químicas apresente os resultados de uma investigação independente realizada a pedido do Reino Unido.